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Bolsonaro tem melhora clínica e recebe alta da UTI

Ex-presidente é transferido para quarto comum, onde permanecerá internado; melhora veio junto de avanço judicial.

23/3/2026
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O ex-presidente Jair Bolsonaro demonstrou melhora em sua situação de saúde e recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva nesta segunda-feira (23), e foi transferido para um quarto do Hospital DF Star, em Brasília, onde seguirá internado até sua plena recuperação, ainda sem previsão de liberação hospitalar.

O último boletim médico, publicado pela manhã, indicava a possibilidade de saída da UTI. Sua saúde estava "estável clinicamente, com evolução favorável e sem intercorrências", com viabilidade de transferência dentro de 24 horas caso preservasse o ritmo satisfatório de melhora. Bolsonaro está na UTI desde o último dia 13 para tratar uma pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração.

Bolsonaro está internado desde o dia 13 com infecção respiratória grave.Pedro Ladeira/Folhapress

Manifestação da PGR

A evolução clínica acontece no mesmo dia em que houve avanço na situação de Bolsonaro em seu processo de execução penal.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favorável ao pedido apresentado pela defesa de Bolsonaro solicitando a concessão de prisão domiciliar. Em parecer enviado ao STF, o procurador-geral Paulo Gonet afirmou que "está positivada a necessidade da prisão domiciliar", dadas as condições de saúde do réu.

O pedido foi encaminhado exatamente em função de sua internação hospitalar. Segundo os advogados, mesmo havendo adaptações em sua cela, no quartel do 19º Batalhão da PMDF, a saúde do ex-presidente permanecia em risco na unidade prisional. A lacuna de quatro horas entre o início dos sintomas e o atendimento emergencial indicaram a necessidade de transferência para casa, onde poderá ser observado diuturnamente.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado de Direito, formação de organização criminosa, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. A decisão final a respeito de sua transferência domiciliar cabe ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.

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