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Câmara avalia suspensão de arma para agentes sob efeito de substâncias

Proposta atinge profissionais das áreas pública e privada, inclusive fora de serviço, e prevê apreensão imediata da arma.

28/3/2026
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A Câmara dos Deputados vai analisar um projeto de lei que prevê a suspensão do porte de arma para agentes de segurança flagrados sob efeito de álcool ou outras substâncias psicoativas. A proposta 23/2023 alcança profissionais das áreas pública e privada, inclusive quando estiverem fora de serviço.

O texto estabelece que, nesses casos, o porte poderá ser suspenso de forma imediata, com apreensão da arma e comunicação do ocorrido ao Ministério Público e à instituição à qual o agente está vinculado. Para integrantes da segurança pública, o uso do armamento poderá ser mantido apenas durante o serviço e quando houver necessidade comprovada.

A medida é classificada como administrativa e não impede a aplicação de outras sanções nas esferas disciplinar, civil ou penal.

A proposta prevê a comunicação imediata ao Ministério Público e à instituição vinculada ao agente em caso de flagrante.Paulo Pinto/Agência Brasil

Para reaver o porte, o profissional deverá obter decisão fundamentada da autoridade competente e passar por nova avaliação de capacidade técnica e aptidão psicológica, conforme regras já previstas na legislação.

Relatora da proposta, a deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) promoveu ajustes no texto original, apresentado pelo deputado Weliton Prado (Solidariedade-MG), para adequar a redação à legislação vigente e assegurar tratamento igual entre agentes públicos e privados. Segundo a parlamentar, as mudanças também deixam explícito que o agente continuará sujeito às penalidades previstas em normas específicas.

"Outro ajuste necessário diz respeito à caracterização da conduta tratada no projeto como ato de improbidade administrativa."

O substitutivo ainda inclui essa conduta na Lei de Improbidade Administrativa como violação aos princípios da administração pública, sujeita a sanções civis. A regra abrange casos em que o servidor esteja armado sob efeito de álcool ou drogas, mesmo fora do horário de trabalho.

A proposta já foi aprovada pela Comissão de Administração e Serviço Público e seguirá para análise, em caráter conclusivo, pelas seguintes comissões:

  • Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado;
  • Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional;
  • Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto ainda precisará do aval da Câmara e do Senado.

Leia a íntegra da proposta.

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