A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, recebeu alta hospitalar nessa quinta-feira (26), após cinco dias internada no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (InCor-HCFMUSP), em São Paulo. Segundo boletim divulgado pela unidade, ela deixa o hospital "em boas condições, sem dor, alimentando-se normalmente e com quadro controlado".
De acordo com o InCor, a ministra respondeu bem ao tratamento ao longo da internação, com melhora contínua dos sintomas e recuperação do estado geral, sem episódios recentes de febre. O hospital informou ainda que ela seguirá com medicação por período determinado e acompanhamento ambulatorial.
Sonia foi internada no último sábado (21), após apresentar mal-estar, febre alta e dor abdominal. Durante a internação, foi encaminhada a um leito de UTI, mas deixou a unidade na terça-feira (24), quando já apresentava quadro estável e evolução clínica positiva. O hospital não informou o diagnóstico.
Em publicação nas redes sociais, a ministra agradeceu todas as mensagens de apoio e o atendimento prestado pela equipe do hospital.
A alta ocorre poucos dias depois de Sonia anunciar que deixará o comando do Ministério dos Povos Indígenas para disputar a reeleição como deputada federal por São Paulo. Segundo a própria ministra, seu último dia à frente da pasta deve ser 30 de março. O cargo deverá ser assumido por Eloy Terena, atual secretário-executivo e número dois do ministério.
Demarcação de terras
Criado no início do terceiro governo Lula, em janeiro de 2023, o Ministério dos Povos Indígenas passou a concentrar no primeiro escalão do Executivo a pauta indigenista, com foco em demarcação de terras, proteção de povos isolados e garantia de direitos constitucionais. Ao fazer um balanço da própria gestão, Sonia apontou como principal legado a retomada das demarcações, a retirada de invasores de territórios indígenas e a centralidade dada ao tema no debate público.
Segundo dados citados pela ministra, foram homologadas 20 terras indígenas nos últimos três anos, número superior ao total registrado na década anterior, quando houve 11 homologações. Entre os desafios enfrentados pela pasta, Sonia mencionou o impasse em torno das demarcações, travadas em meio à disputa entre Supremo Tribunal Federal e Congresso sobre o marco temporal.