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POVOS INDÍGENAS
Congresso em Foco
23/3/2026 | Atualizado às 8:42
A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, está internada desde sábado (21) no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (InCor-HCFMUSP), em São Paulo, para investigação de um quadro infeccioso. Segundo o hospital, a febre foi controlada e a ministra permanece em observação, com quadro considerado estável.
De acordo com as informações divulgadas, Sonia foi hospitalizada após apresentar mal-estar, febre alta e dor abdominal. Em nota publicada nas redes sociais, a equipe da ministra informou que, desde a admissão, ela apresenta evolução clínica favorável, com melhora dos sintomas e estabilidade dos sinais vitais. Não há previsão de alta. O acompanhamento médico está a cargo do cardiologista Sérgio Timerman e do infectologista Rinaldo Focaccia Siciliano.
A internação ocorreu dois dias depois de a ministra anunciar que deixará o cargo para disputar a reeleição como deputada federal por São Paulo. Segundo ela, a saída do Ministério dos Povos Indígenas deve ocorrer em 30 de março, dentro do calendário de desincompatibilização eleitoral. A tendência é que o secretário-executivo da pasta, Eloy Terena, assuma interinamente o comando do ministério.
Em entrevistas recentes, Sonia afirmou que um dos principais legados de sua gestão foi a retomada das demarcações de terras indígenas, além da retirada de invasores de territórios e da centralidade dada à pauta indígena no debate público. O Ministério dos Povos Indígenas, criado em janeiro de 2023 no início do terceiro mandato do presidente Lula, foi apresentado pelo governo como um marco institucional para levar a questão indígena ao primeiro escalão federal.
Ao longo da gestão, o ministério contabilizou a homologação de terras indígenas em diferentes etapas. Em agosto de 2025, o governo informou ter chegado a 16 territórios homologados desde a criação da pasta; em novembro, durante a COP30, anunciou a homologação de mais quatro áreas, levando o total a 20.
A saída de Sonia ocorre em meio ao impasse jurídico e político em torno da demarcação de terras indígenas. O tema segue no centro da disputa entre o Supremo Tribunal Federal, que rejeitou a tese do marco temporal, e o Congresso, que aprovou legislação sobre o assunto. Nesse cenário, a ministra vinha defendendo a continuidade das demarcações e o fortalecimento das políticas de proteção territorial.
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