Publicidade
Publicidade
Receba notícias do Congresso em Foco:
JANELA PARTIDÁRIA
Congresso em Foco
20/3/2026 18:07
O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, negou a existência de um acordo para deixar o Psol e disputar a reeleição à Câmara pelo PT. Segundo ele, o boato é fruto de "oportunismo" e "desespero" de uma ala do movimento Revolução Solidária, corrente do partido de onde veio sua base original de apoio.
O rumor sobre a suposta migração partidária foi divulgado em uma carta aberta assinada em nome do "Operativo Nacional da Dissidência da Revolução Solidária", grupo de oposição a Boulos dentro do Psol. De acordo com os signatários, o ministro teria anunciado sua saída ainda a aliados em novembro de 2025, após parte da militância criticar sua entrada no governo federal.
Para o grupo, a defesa por parte do ministro da construção de uma federação com o PT, no início deste ano, teria sido uma estratégia para criar justificativa pública para a saída do partido. "Criar uma polêmica, transformá-la em crise, perder no Diretório Nacional do Psol e com base nisso sair", descreve a dissidência.
Os críticos também afirmam que foram deixados de lado nas decisões. Segundo eles, o movimento foi "tratado como gado", já que teriam ficado "sabendo mais pela imprensa e pelas redes sociais do que por canais internos" sobre as articulações políticas do ministro. "Boulos deixou o projeto de construir base social em um projeto à esquerda através do Psol para tentar por dentro do PT ser o escolhido por Lula", acusaram.
Em resposta, Boulos disse lamentar "que uma parte do Psol tenha decidido se apequenar ao divulgar uma carta apócrifa, o que revela oportunismo e desespero". Ele também ressaltou que a divulgação ocorreu em um momento de reorganização interna sobre os rumos políticos do movimento.
A direção do Revolução Solidária também reagiu às críticas. "Fato é que alguns poucos militantes não aceitam métodos democráticos, se acham iluminados, donos da verdade e, quando não convencem (porque não têm base), iniciam linchamento público e tentativas de divisionismo", afirmou em nota.
Segundo o movimento, os autores da carta que insinuam a troca de legenda "querem o partido apenas como consciência crítica da esquerda, não querem crescer e disputar poder. Querem, para sempre, apontar problemas sem participar da solução".
LEIA MAIS