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Damares critica Gilmar por chamar vazamentos da CPMI de "vexame"

Senadora reagiu a críticas do ministro sobre vazamentos de dados sigilosos da comissão e defendeu assessores que atuaram na sala-cofre.

27/3/2026
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A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) criticou, nesta sexta-feira (27), declarações do ministro Gilmar Mendes, do STF, durante a sessão da CPMI do INSS que analisa o relatório final da comissão. A parlamentar reagiu às falas do magistrado, que classificou como "vexame" o vazamento de dados sigilosos no âmbito do colegiado e apontou condutas inadequadas de integrantes que tiveram acesso às informações.

Ao se manifestar, Damares afirmou que ficou incomodada com as declarações e disse que sua fala não tinha o objetivo de defender parlamentares, mas sim assessores que atuaram diretamente na investigação. Segundo ela, o trabalho desses profissionais não pode ser desqualificado de forma generalizada.

"Eu estou indignada com as falas do ministro Gilmar, e eu não vou defender parlamentar aqui agora, não. Eu vou defender as honrosas, valentes, incríveis assessoras da direita e da esquerda que estavam dentro da sala-cofre comigo."

A senadora também rebateu a referência à suposta utilização de óculos com tecnologia de gravação dentro da chamada "sala-cofre", ambiente reservado para análise de dados sigilosos. Na avaliação dela, a crítica acabou generalizando condutas e atingindo de forma injusta profissionais que atuaram regularmente na comissão.

"Porque quando ele fala que bandidos estavam com óculos dentro daquela sala-cofre para filmar, eu me encontrei rapidamente com o Pimenta, com o Evair, com o Moro, nenhum dos três tinha óculos, não tinha. Mas ele [Gilmar Mendes] joga na vala. Ele joga numa vala comum essas assessoras incríveis que passaram horas dentro daquela sala-cofre."

Durante o discurso, Damares destacou o ambiente de cooperação entre assessores de diferentes espectros políticos ao longo dos trabalhos da CPMI, ressaltando que o enfrentamento à corrupção uniu integrantes independentemente de alinhamento partidário.

"Nós dividimos marmita naqueles dias, nós dividimos o nosso lanche, nós nos indignamos juntas. Não importa se somos direita ou esquerda, a corrupção incomoda todas nós. Então eu venho aqui hoje, presidente, em nome não só das assessoras, mas dos assessores meninos também."

A parlamentar afirmou ainda que os profissionais que atuaram na comissão não podem ter sua reputação colocada em dúvida e mencionou o impacto emocional causado pelo conteúdo analisado durante as investigações.

"Não se joga na vala a história de profissionais, de homens e mulheres honrados que nós temos aqui nos servindo todos os dias. E que ficamos indignadas de ver a forma como bandidos objetificaram mulheres, como eles se referiam às suas esposas, às suas amantes e às suas ficantes. Isso nos incomodava, presidente."

Por fim, Damares reforçou que houve momentos de forte abalo emocional durante a análise do material e voltou a criticar a generalização feita pelo ministro do STF, defendendo o reconhecimento do trabalho dos assessores envolvidos na CPMI.

"Teve momento de a gente parar e a gente se recompor enquanto mulheres, de tanta coisa absurda que a gente viu. E o ministro Gilmar não tinha o direito de jogar todos os nossos assessores numa vala de lama, especialmente as meninas mulheres assessoras dessa casa. Eu precisava fazer esse registro para honrar o trabalho de nossos fiéis assessores que deram a vida por essa CPMI."

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