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Veja quais ministros devem deixar o governo e os prováveis substitutos

Com ao menos 16 ministros cotados para deixar o governo e disputar as eleições, Lula aposta na reforma para reforçar a campanha e preservar a máquina. Outros três titulares ainda não decidiram se sairão.

31/3/2026
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Às vésperas do prazo de desincompatibilização, que termina em 4 de abril, o governo Lula se prepara para uma ampla reforma na Esplanada. Ao menos 16 dos 38 ministros são cotados para deixar seus cargos para disputar as eleições de outubro, e o número ainda pode crescer, já que pelo menos três auxiliares do presidente seguem sem anunciar se concorrerão ou se permanecerão no governo. Se esse cenário se confirmar, Lula fará a maior reforma ministerial por motivo eleitoral entre os governos recentes. Desde 2006, a média de saídas em anos de eleição presidencial gira em torno de dez ministros por governo.

Com a ampla reforma ministerial, Lula tenta transformar uma debandada inevitável em ativo de campanha: os ministros saem para disputar votos, mas carregam consigo a tarefa de defender o legado do atual governo em seus Estados. Lula também aposta no potencial eleitoral desses auxiliares para ampliar a presença de aliados no Legislativo e no Executivo a partir de 2027.

Chapa reeditada

Nesta terça-feira (31), em reunião ministerial, Lula confirmou a saída de Geraldo Alckmin do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) para concorrer novamente como vice em sua chapa em outubro, desfazendo especulações de uma eventual candidatura do ex-governador ao Senado por São Paulo.

O tamanho da mudança impressiona porque deixa o governo perto de mexer em quase metade do ministério, composto por 38 pastas, de uma só vez. E a dança das cadeiras não deve parar aí. O ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula (PSD), por exemplo, é cotado para assumir o Ministério da Agricultura, no lugar de Carlos Fávaro (PSD), que deve disputar o Senado.

Lula comanda reunião ministerial desta terça-feira (31), que servirá de despedida para quase metade dos seus auxiliares diretos.Ricardo Stuckert/PR

Promoção e indefinições

Lula decidiu conduzir essa transição com o mínimo possível de sobressaltos. Em vez de abrir uma disputa política generalizada por espaço, o presidente optou, em vários casos, por promover os secretários-executivos — os números 2 das pastas — ao posto de ministro. É o caso de Miriam Belchior, cotada para a Casa Civil no lugar de Rui Costa (PT); de Vladmir Lima, nas Cidades, no lugar de Jader Filho (MDB); de Leonardo Barchini, na Educação, já confirmado para a vaga de Camilo Santana (PT); e de João Paulo Capobianco, favorito para assumir o Meio Ambiente no lugar de Marina Silva (Rede).

Há ainda ministérios cujo substituto não foi definido, como Ciência e Tecnologia, Direitos Humanos, Esporte, Integração, Relações Institucionais e Empreendedorismo. Ao promover os auxiliares diretos dos atuais ministros, Lula busca preservar a continuidade administrativa e evitar que a máquina perca ritmo em pleno ano de campanha.

Esse modelo já foi testado em uma das áreas mais sensíveis do governo. Com a saída de Fernando Haddad da Fazenda, Lula escolheu Dario Durigan, então secretário-executivo da pasta, para assumir o comando. Durigan tomou posse no último dia 26. Depois de muita resistência, Haddad aceitou o pedido de Lula para disputar o governo de São Paulo. A ideia inicial do ex-ministro era deixar o cargo para se dedicar à coordenação da campanha pela reeleição do presidente.

Entre os nomes cotados para deixar o governo também estão Renan Filho (MDB), que mira o governo de Alagoas; Simone Tebet (PSB), André Fufuca (PP) e Silvio Costa Filho (Republicanos), que pretendem concorrer ao Senado; além de ministras como Sonia Guajajara (Psol) e Anielle Franco (PT), que podem disputar vagas na Câmara.

No grupo dos ainda indefinidos aparecem Luciana Santos (PCdoB), Márcio França (PSB) e Wolney Queiroz (PDT), todos com futuro em aberto. Márcio quer disputar o governo ou o Senado por São Paulo, mas Lula tenta convencê-lo a assumir o MDIC, no lugar de Geraldo Alckmin.

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