Notícias

Bruno Bonetti propõe marco legal para inclusão de superdotados

Medida prevê diretrizes para escolas, concursos e atendimento em saúde de pessoas com altas habilidades.

5/4/2026
Publicidade
Expandir publicidade

O senador Bruno Bonetti (PL-RJ) apresentou um projeto de lei que institui a Lei de Inclusão de Superdotados e de Produção de Dados e Estudos Longitudinais sobre a Superdotação. A proposta cria um marco legal específico para garantir identificação, educação personalizada, suporte em saúde mental e políticas públicas voltadas a pessoas com altas habilidades e dupla excepcionalidade.

Pelo texto (1.487/2026), a pessoa superdotada passa a ser definida em lei como aquela que apresenta potencial neurobiológico para funcionamento cerebral com maior eficiência e conectividade, exigindo percurso educacional individualizado.

O projeto também reconhece a chamada dupla excepcionalidade, quando a superdotação aparece junto a condições como o Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), dislexia ou outras neurodivergências.

Projeto do senador Bruno Bonetti prevê criação de marco legal para educação, saúde mental e adaptações em concursos.Geraldo Magela/Agência Senado

Entre os principais pontos, a proposta prevê o Plano Educacional Individualizado (PEI), aceleração de estudos, atendimento educacional especializado facultativo, adaptações em vestibulares, ENEM e concursos públicos, além de formação continuada obrigatória para profissionais da educação e da saúde.

O texto também cria um Programa de Atenção à Saúde Mental de Pessoas com Superdotação, prevendo suporte psicológico e psiquiátrico especializado, além de um canal nacional de denúncias para violações de direitos e um selo de qualidade para instituições que adotem boas práticas.

Lacuna histórica

Na justificativa, o senador afirma que a proposta busca preencher uma ausência histórica na legislação federal.

"A ausência de uma legislação federal específica, com procedimentos claros e responsabilidades definidas, tem resultado na invisibilidade e negligência sistemática de uma parcela significativa de nossa população."

O texto argumenta que, embora a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) reconheça direitos como aceleração de estudos, a falta de regras claras abriu espaço para barreiras burocráticas e interpretações equivocadas sobre as necessidades de estudantes superdotados.

A proposta também prevê adaptações razoáveis em processos seletivos e concursos públicos, incluindo tempo adicional de prova, ambiente com menos estímulos sensoriais, tecnologia assistiva e adequação nos critérios de correção de provas discursivas.

A iniciativa ainda determina que a formação continuada sobre superdotação passe a integrar concursos do magistério, progressão na carreira docente e capacitação de profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente na atenção primária.

Confira a íntegra da proposta.

Veja mais no portal
cadastre-se, comente, saiba mais

Notícias Mais Lidas