O senador Rodrigo Pacheco (MG) se filiou na noite desta quarta-feira (1º) ao PSB. Durante a cerimônia, afirmou que sua adesão à sigla ocorre por convergência de ideias e que o debate sobre uma futura candidatura ao governo de Minas Gerais permanece em aberto. O ex-presidente do Senado acrescentou que a decisão final deverá ser tomada em conjunto com lideranças locais, e não por articulação nacional.
Pacheco é o nome preferido do presidente Lula para concorrer ao governo mineiro. O chefe do Executivo tenta convencê-lo desde 2024, quando ele concluiu seu período na condução do Senado. A preferência do parlamentar era pela vaga aberta no STF com a saída de Luís Roberto Barroso, mas o presidente indicou o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias.
A entrada no PSB viabiliza uma eventual candidatura ao governo. Sua antiga sigla, o PSD, tem pré-candidatura própria com o atual governador interino de Minas, Pedro Simões. Ainda assim, Pacheco avalia que o ato não encerra, mas inicia o debate sobre uma possível campanha. "Pode, eventualmente, ser um outro nome que tenha também condições de fazer essa personificação de uma causa que é muito mais ampla, um projeto para o Estado, de reconstrução do Estado", ponderou.
Segundo o senador, a definição de um nome para concorrer ao governo "deve nascer de uma vontade muito genuína que venha da base social e da base política de cada um desses partidos, que envolva prefeitos municipais, vereadores, deputados, segmentos sociais e sociedade civil organizada". Sem citar nomes, Pacheco ressaltou que a composição "não pode nascer do alinhamento em Brasília".
Composição partidária
Ao se filiar, Rodrigo Pacheco afirmou que buscará dialogar com todos os partidos interessados em construir um projeto comum de governo para Minas Gerais ao lado do PSB. "Eu acho que essa é uma conversa boa e necessária de se ter, porque, eventualmente, todo mundo pode estar imbuído de um mesmo propósito: a compreensão de que o modelo atual não serve, que precisa ser mudado".
Nessa rodada de conversas, não descarta dialogar com os partidos com os quais manteve negociações de adesão, como o MDB e a federação PP-União Brasil, além de siglas com pré-candidaturas definidas, como o PDT, que planeja lançar Alexandre Kalil, e o PSDB, que trabalha o nome de seu presidente nacional, Aécio Neves.
"Se estão todos imbuídos de um mesmo propósito de mudança, todo mundo pode sentar para poder fazer uma composição política em favor de Minas Gerais e dos mineiros, e não necessariamente com o meu nome como candidato a governador", pontuou.
Apesar de defender uma construção local, o senador reconhece que a articulação exigirá diálogo com o presidente Lula. "Considero muito importante que a construção civilizada de alianças políticas se dê em Minas Gerais, sobretudo numa aliança que, infelizmente, Minas não conseguiu ter nos últimos anos, que é entre o governo do Estado de Minas e o governo federal. O Estado de Minas Gerais depende muito dessa aliança com o governo federal".