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José Guimarães fala em defesa de Leão XIV em meio à pressão de Trump

Articulador do governo disse lamentar postura de Donald Trump diante de uma liderança comprometida com a promoção da paz.

13/4/2026
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O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), que assumirá na terça-feira (14) a chefia da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República, pronunciou-se nesta segunda-feira (13) em defesa do papa Leão XIV após os ataques feitos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em suas redes sociais.

O congressista lamentou a conduta do chefe de Estado norte-americano ao buscar tensionar a relação com uma autoridade que atua em prol de soluções diplomáticas para os principais conflitos mundiais, inclusive na disputa entre Irã e Estados Unidos. "O mundo precisa de mais responsabilidade, equilíbrio e compromisso coletivo com a construção da paz entre as nações", disse.

Guimarães afirma que discurso de Trump não é "apropriado" para um país de tradição democrática.Marina Ramos/Camara dos Deputados

"Num cenário de dor, destruição, de vidas perdidas, de tantas pessoas inocentes na guerra, causa preocupação ver atitudes públicas que desrespeitam figuras de grande relevância moral e espiritual, como o Sumo Pontífice, Papa Leão XIV. Postagens e declarações inadequadas não contribuem para o papel que se espera de uma liderança de um país com tradição democrática", afirmou Guimarães.

O comentário foi publicado após Donald Trump afirmar em sua plataforma pessoal, a Truth Social, que o pontífice é "fraco no combate ao crime" e "péssimo em política externa". Na mensagem, o republicano também disse que o líder da Igreja Católica "só foi colocado lá" por ser norte-americano e por, segundo ele, representar uma forma de o Vaticano lidar com sua presença na Casa Branca.

Trump afirmou ainda que prefere o irmão do papa, Louis Prevost, por ser seu apoiador, e criticou posições que atribui a Leão XIV sobre temas internacionais. Entre as declarações, disse não querer "um papa que ache normal o Irã ter armas nucleares" nem um pontífice que critique o presidente dos Estados Unidos, embora não haja declaração do líder da Igreja Católica nesse sentido.

As declarações de Trump vieram após o pontífice criticar a escalada do conflito no Líbano, país com milhares de habitantes cristãos, que tem sido submetido a ataques israelenses nas últimas semanas.

Segundo José Guimarães, Trump perde a oportunidade de buscar soluções diplomáticas no Oriente Médio ao atacar o líder religioso. "Em vez de ampliar tensões, este poderia ser o momento de esforços diplomáticos em busca da paz, com apoio de mais lideranças religiosas historicamente defensoras do diálogo e da conciliação", disse.

Veja a publicação de Guimarães:

Captura de tela.X/Reprodução

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