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RELAÇÕES EXTERIORES
Congresso em Foco
13/4/2026 14:22
O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), que assumirá na terça-feira (14) a chefia da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República, pronunciou-se nesta segunda-feira (13) em defesa do papa Leão XIV após os ataques feitos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em suas redes sociais.
O congressista lamentou a conduta do chefe de Estado norte-americano ao buscar tensionar a relação com uma autoridade que atua em prol de soluções diplomáticas para os principais conflitos mundiais, inclusive na disputa entre Irã e Estados Unidos. "O mundo precisa de mais responsabilidade, equilíbrio e compromisso coletivo com a construção da paz entre as nações", disse.
"Num cenário de dor, destruição, de vidas perdidas, de tantas pessoas inocentes na guerra, causa preocupação ver atitudes públicas que desrespeitam figuras de grande relevância moral e espiritual, como o Sumo Pontífice, Papa Leão XIV. Postagens e declarações inadequadas não contribuem para o papel que se espera de uma liderança de um país com tradição democrática", afirmou Guimarães.
O comentário foi publicado após Donald Trump afirmar em sua plataforma pessoal, a Truth Social, que o pontífice é "fraco no combate ao crime" e "péssimo em política externa". Na mensagem, o republicano também disse que o líder da Igreja Católica "só foi colocado lá" por ser norte-americano e por, segundo ele, representar uma forma de o Vaticano lidar com sua presença na Casa Branca.
Trump afirmou ainda que prefere o irmão do papa, Louis Prevost, por ser seu apoiador, e criticou posições que atribui a Leão XIV sobre temas internacionais. Entre as declarações, disse não querer "um papa que ache normal o Irã ter armas nucleares" nem um pontífice que critique o presidente dos Estados Unidos, embora não haja declaração do líder da Igreja Católica nesse sentido.
As declarações de Trump vieram após o pontífice criticar a escalada do conflito no Líbano, país com milhares de habitantes cristãos, que tem sido submetido a ataques israelenses nas últimas semanas.
Segundo José Guimarães, Trump perde a oportunidade de buscar soluções diplomáticas no Oriente Médio ao atacar o líder religioso. "Em vez de ampliar tensões, este poderia ser o momento de esforços diplomáticos em busca da paz, com apoio de mais lideranças religiosas historicamente defensoras do diálogo e da conciliação", disse.
Veja a publicação de Guimarães:
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