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Passarinho defende debate sobre escala 6x1 "sem influência eleitoral"

Coordenador da Frente Parlamentar de Empreendedorismo criticou a "utopia" de que a redução da jornada não trará impactos.

15/4/2026
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O coordenador da Frente Parlamentar de Empreendedorismo (FPE), deputado Joaquim Passarinho (PL-PA), defendeu que o debate sobre a escala 6x1 seja deslocado do período eleitoral e que a deliberação no Congresso ocorra depois de outubro, a fim de evitar contaminação.

Para o deputado, a discussão precisa ser técnica e realista, sem apelos "românticos" que prometam redução de jornada livre de aumento de preços ou impacto econômico. Ao Congresso em Foco, Passarinho afirmou que a redução deve ser estudada para ocorrer de forma gradual, setor por setor.

"Ninguém aqui é contra trazer, principalmente em algumas categorias, a redução da jornada devagar, paulatinamente, até alcançar as 40 horas. Porém, nós temos que entender que tipo de impacto isso vai dar para a sociedade. No final, quem paga a conta é o consumidor, é o povo. É muito romântico dizer que vai ter diminuição de escala ou de jornada sem aumento de preço, sem diminuição de salário. Isso é uma utopia."

Utopia

Ao criticar levantamentos de opinião sobre o fim da escala 6x1, o deputado disse que o resultado favorável é previsível quando a pergunta omite os custos da medida. "A pesquisa dizia que 80% das pessoas são a favor do fim da escala 6 por 1. Eu digo que a pesquisa é errada, porque deveria dar 100%. Se eu for na rua e perguntar: 'você é a favor de trabalhar só cinco dias, sem diminuição de salário?' Tinha que dar 100%", ironizou.

Joaquim Passarinho reiterou ainda que o debate precisa sair do campo da "escala" e passar a tratar da "jornada", com análise por setor e avaliação clara dos impactos sobre empresas, preços e emprego. Para o deputado, o foco deveria estar na jornada semanal, como ocorre em outros países.

O parlamentar sustentou que o caminho mais responsável é discutir a redução de carga horária com critério, "olhar setor por setor", porque o peso da folha de pagamento varia de acordo com a atividade. Segundo Passarinho, há setores em que esse impacto seria maior, como serviços, segurança e conservação.

Segundo ele, o debate precisa abandonar soluções simplistas e considerar a realidade brasileira, marcada por baixa produtividade, custo elevado de contratação e forte pressão sobre preços. "Não podemos votar em cima de uma proposta errada, que influencia as pessoas de maneira errada, falsa, romântica e não verdadeira", disse.

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