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Caso Master: PF investiga desvio de R$ 13 milhões da previdência em SP

Operação em São Paulo atinge instituto de previdência; investigados são afastados e têm bens bloqueados.

23/4/2026
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A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (23), a Operação Moral Hazard para apurar suspeitas de irregularidades na gestão de recursos do Instituto de Previdência de Santo Antônio de Posse (SP), no interior paulista.

A investigação envolve a aplicação de cerca de R$ 13 milhões do regime próprio de previdência dos servidores municipais (RPPS) em letras financeiras do Banco Master, instituição que está sob escrutínio em diferentes apurações no sistema financeiro.

Ao todo, são cumpridos seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Santo Antônio de Posse e Mogi Mirim (SP). A Justiça Federal também determinou o afastamento de investigados de funções públicas e o bloqueio de bens.

Os investigados são:

  • Hortêncio Lala Neto, ex-diretor-presidente;
  • Marlene Maria Vieira Bassani, ex-supervisora de gestão;
  • Maria de Lourdes Villalva, assessora do comitê de investimentos;
  • Hélio Augusto Moraes, agente técnico-administrativo do comitê;
  • Tatiana Feliz dos Reis, assessora do comitê de investimentos.

A sede do Instituto de Previdência Municipal de Santo Antônio de Posse (IPREM) também é alvo das buscas.

PF cumpre mandados em investigação sobre aplicação de recursos de previdência municipal no Banco Master.Polícia Federal/Divulgação

Aplicações sob suspeita

Segundo a PF, os recursos foram direcionados a títulos de longo prazo emitidos pelo Banco Master — modalidade considerada de maior risco para fundos previdenciários, que, em regra, devem priorizar aplicações mais seguras para garantir o pagamento de aposentadorias e pensões.

O caso se insere em um contexto mais amplo de investigações envolvendo o banco, que já foi alvo de operações por suspeitas de fraudes financeiras e emissão de títulos sem lastro adequado.

Relatórios indicam que fundos de previdência de estados e municípios direcionaram bilhões de reais a esses papéis, parte deles sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que aumenta o risco de perdas.

Se confirmadas as irregularidades, o caso pode envolver uso indevido de recursos previdenciários, decisões de investimento incompatíveis com critérios de segurança e risco ao pagamento de benefícios de servidores municipais.

A investigação está em andamento, e os envolvidos podem responder por crimes contra o sistema financeiro e a administração pública.

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