O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) criticou o novo programa de renegociação de dívidas do governo federal, apelidado de Desenrola 2, e afirmou que a iniciativa seria a "nova picanha" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A previsão é de que o programa seja lançado em maio.
A declaração faz referência a uma promessa de campanha de Lula nas eleições de 2022, quando afirmou que buscaria reduzir o preço da carne para ampliar o acesso da população à picanha.
"O Lula está doido para achar picanha em 2026. Isso aqui é uma tentativa de achar picanha em 2026 que ele entregou até agora. E o que vai acontecer? Vai afundar o FGTS, vai endividar ainda mais a população e atender interesses de bancos."
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, os brasileiros poderão utilizar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para renegociar parte de suas dívidas. O programa será direcionado a pessoas físicas com renda de até cinco salários mínimos.
A expectativa do governo é que os descontos nas renegociações possam chegar a até 90% do valor das dívidas, com juros inferiores a 2%.
Pollon também criticou o uso do FGTS na proposta.
"O FGTS é um dinheiro que deveria ser do trabalhador, mas rende menos que a inflação. Ao mesmo tempo, o governo não libera o saque integral e mantém os recursos sob sua gestão."
O deputado defendeu que os trabalhadores tenham acesso integral ao fundo para quitar dívidas.
"Não seria mais inteligente liberar 100% do FGTS para esse pagamento? O governo não faz isso porque precisa manter relações com o sistema financeiro."