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Lula sanciona criação do Dia da Memória das Vítimas da Covid-19

Presidente associou mortes da pandemia a "sacrifício desnecessário" e criticou condução de Bolsonaro no combate à pandemia.

11/5/2026
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O presidente Lula sancionou nesta segunda-feira (11) a nova lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, a ser celebrado em 12 de março. A data faz referência à morte, em 2020, da diarista Rosana Aparecida Urbano, primeira vítima fatal da pandemia no Brasil, aos 57 anos. Os pais dela e dois irmãos também morreram em decorrência da doença.

A lei decorre do projeto 2.120/2022, do deputado Pedro Uczai (PT-SC), aprovado no Senado em abril deste ano, sob relatoria de Humberto Costa (PT-PE). A norma busca preservar a memória das vítimas e reforçar a importância de políticas públicas de saúde.

A pandemia de covid-19 foi a maior crise sanitária do Brasil no século XXI, com mais de 700 mil mortes confirmadas entre 2020 e 2022.

Segundo o presidente Lula, "a iniciativa reforça a importância da memória coletiva, reafirma o compromisso do Estado brasileiro com a defesa da vida, da ciência e do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e ressalta a necessidade da escuta atenta aos especialistas".

Data escolhida faz referência à primeira vítima fatal da covid-19 no Brasil.Wallison Breno/PR

Críticas a Bolsonaro

Ao sancionar a lei, Lula fez críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro pela condução do enfrentamento à pandemia. "Vocês sabem que o governo era composto de muita gente que fazia questão de se fazer de ignorante. E por isso levou o país a um sacrifício desnecessário", afirmou.

O chefe do Executivo também criticou a propagação de discursos antivacina e a adoção de tratamentos sem comprovação científica para a covid-19.

"Nós temos que dizer a quantidade de médicos que receitavam a cloroquina, a quantidade de gente que dizia que vacina fazia as pessoas virarem gays, que vacina fazia as pessoas virarem jacaré, que vacina fazia tudo de mal para as crianças. Se a gente não der o nome, as pessoas não são conhecidas", comentou.

O presidente ainda relembrou as trocas recorrentes de ministros da Saúde ao longo da crise sanitária. "Apenas o primeiro parecia que entendia um pouquinho de saúde, um outro era vendedor de remédio, e o outro era um general que a impressão que dava é que não sabia absolutamente nada", apontou.

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