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Restrição à carne brasileira é protecionismo da UE, diz líder da FPA

Bancada questiona rigor técnico de decisão do bloco europeu e afirma que proibição decorre de pressão econômica local.

12/5/2026
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O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), se pronunciou em nome da bancada a respeito da decisão da União Europeia de restringir a importação de carnes e outros itens de origem animal brasileiros a partir de setembro. Segundo o congressista, a proibição decorre não de motivos sanitários, mas de protecionismo do bloco.

"É mais uma vez uma ação dos europeus, protecionista para o seu público interno, para criar um problema no comércio internacional e, principalmente, tentar barrar um pouco da competitividade dos produtos brasileiros lá na União Europeia", declarou Lupion.

União Europeia acusa produtores brasileiros de manterem utilização de antibióticos de uso humano.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Segundo o bloco europeu, os produtores agropecuários brasileiros não conseguiram comprovar que a linha de produção está livre da utilização de antibióticos adotados em tratamentos de saúde humana, o que poderia ampliar o risco de resistência microbiana.

A partir de setembro, as importações ficam proibidas. Também podem ser afetadas as vendas de mel, ovos, leite e derivados, além de animais vivos.

Pedro Lupion afirma que a vedação foi implementada antes mesmo do início da perícia técnica. "Isso é um protocolo que já está sendo trabalhado desde 2023, e a missão da União Europeia para avaliar o resultado desse protocolo no Brasil seria agora, no segundo semestre de 2026", apontou.

Posição da frente

Em nota, a frente parlamentar considera que "a questão não representa falha sanitária da pecuária nacional", mas sim uma medida implementada "em meio à pressão de agricultores europeus e de países como a França, que se opuseram ao acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul".

"A FPA seguirá acompanhando o tema junto ao setor produtivo e às autoridades competentes, defendendo uma solução diplomática que garanta previsibilidade, tratamento justo e preservação da reputação brasileira no mercado internacional", conclui.

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