Publicidade
Publicidade
Receba notícias do Congresso em Foco:
COMÉRCIO EXTERIOR
Congresso em Foco
12/5/2026 18:29
O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), se pronunciou em nome da bancada a respeito da decisão da União Europeia de restringir a importação de carnes e outros itens de origem animal brasileiros a partir de setembro. Segundo o congressista, a proibição decorre não de motivos sanitários, mas de protecionismo do bloco.
"É mais uma vez uma ação dos europeus, protecionista para o seu público interno, para criar um problema no comércio internacional e, principalmente, tentar barrar um pouco da competitividade dos produtos brasileiros lá na União Europeia", declarou Lupion.
Segundo o bloco europeu, os produtores agropecuários brasileiros não conseguiram comprovar que a linha de produção está livre da utilização de antibióticos adotados em tratamentos de saúde humana, o que poderia ampliar o risco de resistência microbiana.
A partir de setembro, as importações ficam proibidas. Também podem ser afetadas as vendas de mel, ovos, leite e derivados, além de animais vivos.
Pedro Lupion afirma que a vedação foi implementada antes mesmo do início da perícia técnica. "Isso é um protocolo que já está sendo trabalhado desde 2023, e a missão da União Europeia para avaliar o resultado desse protocolo no Brasil seria agora, no segundo semestre de 2026", apontou.
Posição da frente
Em nota, a frente parlamentar considera que "a questão não representa falha sanitária da pecuária nacional", mas sim uma medida implementada "em meio à pressão de agricultores europeus e de países como a França, que se opuseram ao acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul".
"A FPA seguirá acompanhando o tema junto ao setor produtivo e às autoridades competentes, defendendo uma solução diplomática que garanta previsibilidade, tratamento justo e preservação da reputação brasileira no mercado internacional", conclui.