A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) afirmou ter recebido ameaças de morte em razão de seus posicionamentos sobre o debate envolvendo a escala de trabalho 6x1. A declaração foi feitada na comissão especial que analisa a PEC que propõe o fim da escala atual.
Segundo a parlamentar, uma mensagem enviada por meio do Instagram dizia que ela "merecia receber cinco tiros na cara" por suas posições políticas. Zanatta afirmou que registrou boletim de ocorrência na Polícia Federal.
"Quero dizer que na semana que passou eu recebi uma mensagem no meu Instagram e já foi feito o boletim de ocorrência na PF. Porque o cara, por conta dos meus posicionamentos, disse que eu merecia receber cinco tiros na minha cara."
A deputada relacionou a ameaça ao ambiente de polarização em torno das discussões sobre a jornada de trabalho 6x1. Durante o pronunciamento, Zanatta também afirmou que não teme sustentar suas posições políticas.
"Eu vou dizer para todos vocês que estão aqui, para quem está nos assistindo em casa e falando um monte de bobagem, de mentira: eu não tenho medo de defender a verdade. Não tenho medo."
Atuação na comissão da escala 6x1
Júlia Zanatta tem sido uma das principais vozes da oposição nas discussões sobre mudanças na jornada de trabalho na Câmara. Apesar de o PL ter sete vagas na comissão especial que debate o tema, a deputada é a representante mais atuante do partido no colegiado.
A parlamentar também apresentou uma PEC alternativa, que prevê transição de 12 anos até a adoção da jornada semanal de 40 horas. Segundo Zanatta, a mudança gradual evitaria impactos negativos sobre empregos, produtividade e pequenos empresários.
Nos debates, a deputada tem criticado propostas defendidas por movimentos sindicais e parlamentares de esquerda, afirmando que a discussão tem sido marcada por viés ideológico.