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Dino conta "ameaça" de morte e pede educação cívica em ano eleitoral

Ministro afirmou que não divulgará nomes envolvidos no episódio e pediu ações preventivas por parte de empresas e entidades empresariais.

Congresso em Foco

18/5/2026 15:17

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O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino afirmou ter sido alvo de uma ameaça de morte feita por uma funcionária de companhia aérea. Em publicação no Instagram nesta segunda-feira (18), o magistrado pediu que empresas promovam campanhas internas de "educação cívica" diante do aumento da radicalização política em ano eleitoral.

Segundo Dino, o episódio ocorreu recentemente durante um embarque. De acordo com o relato, uma funcionária da empresa aérea, ao visualizar seu nome no cartão de embarque, comentou com um agente da polícia judicial que gostaria de "xingá-lo". Em seguida, ainda segundo o ministro, ela se corrigiu e afirmou que seria "melhor matar do que xingar".

"Como não a conheço, nem ela me conhece, é claro que tais manifestações derivam de minha atuação no STF."

O ministro disse que não divulgará o nome da funcionária, nem da empresa envolvida, porque o objetivo da publicação não seria tratar de um caso pessoal, mas alertar para um problema coletivo.

“Pode ter sido um caso isolado. Porém, com o andar do calendário eleitoral, pode não ser.” diz Flávio Dino em publicação no Instagram.

“Pode ter sido um caso isolado. Porém, com o andar do calendário eleitoral, pode não ser.” diz Flávio Dino em publicação no Instagram.Reprodução/Instagram

Preocupação com radicalização política

Na publicação, Dino afirmou que episódios de intolerância política podem representar riscos em ambientes de atendimento ao público, especialmente em setores ligados ao transporte e à segurança. Segundo o ministro, a disseminação desse tipo de comportamento pode afetar não apenas trabalhadores e clientes, mas também a segurança coletiva em aeroportos e voos.

Ele também alertou para a possibilidade de a radicalização política atingir outros segmentos da economia, defendendo que situações de hostilidade motivadas por divergências ideológicas não podem ser naturalizadas em relações de consumo ou prestação de serviços.

Apelo a empresas

Diante do episódio, Flávio Dino pediu que empresas e entidades empresariais promovam campanhas internas de educação cívica e respeito institucional, sobretudo em ano eleitoral, quando o ambiente político tende a se acirrar.

O ministro afirmou que divergências políticas fazem parte da democracia, mas que cidadãos não podem se sentir ameaçados ao utilizar serviços ou consumir produtos. Embora tenha reconhecido que o caso pode ter sido isolado, Dino disse considerar importante adotar medidas preventivas para evitar novos episódios de violência ou intimidação motivados por polarização política.

Segundo ele, ações educativas voltadas ao respeito às diferenças seriam positivas tanto para consumidores quanto para as próprias empresas e para o ambiente democrático do país.

"Orientem e estimulem com campanhas educativas os seus prestadores de serviço a manter o respeito a todas as pessoas, independentemente de preferências, simpatias, opiniões. Será o melhor para a empresa e para os consumidores. Será o melhor para o Brasil."
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