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Hugo Motta diz ao STF que viagem de Mário Frias ainda está em análise

Deputado está fora do país enquanto o Supremo tenta intimá-lo em ação sobre emendas destinadas a ONG ligada ao filme Dark Horse. Pedido de informação sobre viagem foi feito pelo ministro Flávio Dino.

22/5/2026
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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), comunicou ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a Casa não autorizou as viagens internacionais solicitadas pelo deputado Mário Frias (PL-SP). Segundo Motta, os pedidos ainda estão sob análise.

A manifestação foi enviada depois que Dino cobrou explicações sobre a viagem de Frias ao exterior, incluindo prazo, custos e eventuais pagamentos relacionados à "missão internacional" alegada pelo parlamentar.

Ex-ator, Mário Frias foi secretário nacional de Cultura no governo Bolsonaro antes de virar deputado.Pedro Ladeira/Folhapress

Na resposta ao Supremo, Motta informou que Frias apresentou dois requerimentos de missão oficial: um para o Bahrein, entre 12 e 18 de maio de 2026, com afastamento de 11 a 19 de maio; e outro para os Estados Unidos, entre 19 e 21 de maio, com afastamento solicitado de 18 a 22 de maio.

Segundo a Câmara, ambos os pedidos foram registrados como missões sem ônus para a Casa, mas nenhum havia sido aprovado até a resposta enviada ao STF. Motta também informou que Frias esteve de licença para tratamento de saúde entre 14 e 27 de abril.

Deputado está fora do Brasil

Frias viajou ao Bahrein na semana passada, em agenda organizada pela embaixada do país, sob a justificativa de fortalecer as relações bilaterais entre Brasil e Bahrein. O parlamentar ainda não voltou ao Brasil.

A ausência ocorre em meio às tentativas do Supremo de intimá-lo em uma ação que questiona o envio de emendas parlamentares a ONGs ligadas à produtora do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O filme tem Mário Frias como produtor executivo e foi financiado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

O gabinete do deputado informou que ele estava em missão internacional, mas não soube precisar a data de retorno. Diante da dificuldade de localizá-lo, o oficial de Justiça devolveu o mandado a Flávio Dino. O endereço informado pela Câmara ao Supremo para localizar Frias não pertence mais ao deputado há cerca de dois anos.

Emendas para ONG ligada a produtora do filme

A investigação envolve duas emendas parlamentares, no valor total de R$ 2 milhões, que teriam sido destinadas por Frias ao Instituto Conhecer Brasil. A entidade é presidida por Karina Ferreira da Gama, produtora de Dark Horse.

O caso foi levado ao Supremo pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que pediu a apuração dos repasses. Em 21 de março, Dino determinou que Frias se manifestasse em cinco dias sobre as suspeitas apresentadas na ação.

Em 14 de abril, o STF registrou que um oficial de Justiça tentou intimar o deputado três vezes no gabinete parlamentar, sem sucesso. Na última sexta-feira (15), Dino abriu uma apuração preliminar sobre a destinação de emendas, por deputados do PL, a ONGs vinculadas à produtora responsável pelo filme sobre Bolsonaro.

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