A avaliação negativa do governo do presidente Lula voltou a cair, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (23). O levantamento mostra que 38% dos brasileiros consideram a gestão ruim ou péssima, enquanto 32% avaliam o governo como ótimo ou bom. Outros 28% classificam a administração como regular.
Embora a avaliação negativa ainda supere a positiva, a diferença entre os dois índices caiu para seis pontos percentuais, o menor patamar desde abril. Há um mês, eram 11 pontos de distância: 40% avaliavam o governo negativamente, contra 29% de aprovação positiva. Na semana passada, o cenário era de 39% a 30%.
A pesquisa também mostra empate técnico entre aprovação e desaprovação do presidente. Hoje, 48% aprovam o trabalho de Lula e outros 48% desaprovam. Na rodada anterior, o placar era de 51% de desaprovação contra 45% de aprovação.
O Datafolha ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios, entre quarta-feira (20) e quinta-feira (21). A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Efeito Flávio Bolsonaro
Esta foi a primeira pesquisa do Datafolha realizada integralmente após a divulgação, pelo Intercept Brasil, de mensagens em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pede dinheiro ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro (PL).
Entre os entrevistados que disseram conhecer o caso, 64% avaliaram que Flávio "agiu mal".
No cenário eleitoral, Lula ampliou a vantagem sobre o senador na disputa presidencial de 2026. No primeiro turno, o petista aparece com 40% das intenções de voto, contra 31% de Flávio Bolsonaro. Há uma semana, os dois estavam em empate técnico: 38% a 35%.
No segundo turno, Lula passou de um empate de 45% para uma vantagem de 47% a 43%.
Recuperação lenta
O pior momento da avaliação de Lula neste mandato ocorreu em fevereiro de 2025, quando a aprovação caiu para 24%, em meio a crises políticas e econômicas, incluindo a repercussão negativa envolvendo o Pix.
Naquele período, a avaliação ruim ou péssima atingiu 41%, maior índice do mandato. Desde então, o percentual negativo oscilou entre 37% e 40%, enquanto a aprovação vem apresentando recuperação gradual.