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Pedro Lupion vê fim da 6x1 como "demanda justa", mas cobra transição

Presidente da FPA afirma que redução da jornada exige adaptação gradual para evitar impactos no agro e no emprego.

27/5/2026
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O deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), afirmou nesta quarta-feira (27) que o setor considera "justa" a discussão sobre o fim da escala 6x1, mas defende uma transição gradual para reduzir impactos econômicos e dificuldades de adaptação das empresas.

"Não é uma questão de prejuízo ou não aos trabalhadores. Pelo contrário, acho que a gente consegue adequar isso na sociedade brasileira. A preocupação que o setor tem é a transição, como que a gente vai se adaptar."

Segundo Lupion, a prioridade da bancada é construir um consenso em torno de uma transição "tranquila", com o menor impacto possível para o setor produtivo. O parlamentar avalia que, sem adaptação gradual, os efeitos poderão atingir produtores e consumidores.

O deputado argumentou que o agronegócio responde por uma parcela significativa dos empregos no país e, por isso, precisa participar das discussões sobre a transição da jornada de trabalho.

Como exemplo, Lupion citou o setor de frigoríficos. Segundo ele, muitas empresas operam atualmente em três turnos e precisariam criar um quarto turno para compensar a redução da carga horária semanal.

"Hoje, só no mercado de proteínas animais, só nos frigoríficos, tem 40 mil vagas de trabalho abertas que não conseguem ser preenchidas por falta de mão de obra", afirmou.

O parlamentar também mencionou dificuldades de contratação em cidades do interior e defendeu que eventuais mudanças preservem a geração de empregos no agronegócio.

"O ideal para nós é que a gente consiga fazer o Brasil real lá do interior, das pequenas cidades que dependem claramente do agro, o agro continuar gerando emprego."

O tema é discutido atualmente em uma comissão especial da Câmara dos Deputados. O relatório apresentado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA) prevê a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, além da garantia de dois dias de descanso remunerado por semana.

Se aprovado na comissão, o texto poderá ser analisado pelo plenário da Câmara ainda nesta quarta-feira (27) ou na quinta-feira (28), a depender das negociações entre os líderes partidários.

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