O ministro do STF Gilmar Mendes afirmou, em entrevista ao Congresso em Foco, durante o Fórum de Lisboa que o caso envolvendo o Banco Master ajudou a expor fragilidades na fiscalização do sistema financeiro brasileiro. Segundo ele, o episódio lançou luz sobre problemas estruturais em órgãos de controle e mostrou a necessidade de fortalecer os mecanismos de supervisão do mercado.
"Acho que o caso Master permitiu deitar luz sobre uma série de falhas que tínhamos no sistema", declarou.
Gilmar observou que o Brasil possui uma das maiores indústrias de fundos de investimento do mundo, com mais de 30 mil fundos em operação, mas enfrentava déficits de fiscalização. Como exemplo, citou a situação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que permaneceu por mais de um ano com três diretorias vagas em razão de impasses entre Executivo e Legislativo.
Tema deve aparecer na campanha eleitoral
Gilmar avaliou ainda que o caso Master tende a ser explorado pelos candidatos durante a campanha eleitoral deste ano.
"Essa é uma questão que vai ser utilizada certamente em campanha, a critério dos próprios candidatos", afirmou.
Para o ministro, o debate é legítimo e pode contribuir para o aperfeiçoamento das instituições responsáveis pela fiscalização do mercado financeiro. Segundo ele, o desafio agora é transformar as lições reveladas pelo caso em melhorias permanentes nos mecanismos de controle e supervisão.