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Haddad confirma Márcio França como vice e fecha chapa em São Paulo

Aliança entre França e Haddad conclui chapa governista com Simone Tebet e Marina Silva na disputa ao Senado.

25/6/2026
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O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) anunciou nesta quinta-feira (25) a escolha do ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB) para concorrer como vice em sua pré-campanha ao governo de São Paulo. Com a definição da aliança, chegam ao fim as negociações para a composição da chapa governista no Estado.

"Márcio França é o nosso pré-candidato a vice-governador. Ex-governador de São Paulo, prefeito, secretário de Estado e também ministro em duas pastas do governo federal, ele reúne ampla experiência administrativa e profundo conhecimento dos desafios e das potencialidades do nosso Estado", escreveu Haddad em suas redes sociais.

Márcio França foi ministro dos Portos e Aeroportos e depois do Empreendedorismo no governo Lula.Danilo Verpa/Folhapress

Os dois participaram de um pronunciamento oficial na capital paulista, onde França criticou o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a quem atribuiu a perda de relevância política de São Paulo.

"São Paulo, que tem crescido menos que o Brasil nos últimos cinco anos, praticamente, deixou de ser aquela coisa de um trem que puxava todo mundo para ser mais um vagão nesse trem. (...) Chegou a hora de São Paulo também ter tamanho para poder fazer as suas reivindicações", declarou.

O ex-ministro do PSB também afirmou que a atual gestão não conseguiu apresentar "uma obra nova, uma ideia nova" para o Estado, além da implantação do sistema de pedágios free flow e da privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

"Eu acho que o Haddad, até porque já teve experiência na educação com novidades, teve experiência na economia com novidades, vai ter a capacidade de poder implementar novidades, que é o que espera em São Paulo", ponderou.

Se eleito, França será vice-governador de São Paulo pela segunda vez. A primeira foi entre 2015 e 2018, no último mandato de Geraldo Alckmin à frente do Palácio dos Bandeirantes.

Construção longa

Meses antes de formalizar a aliança, França disputava espaço entre as vagas da chapa governista para concorrer ao Senado. A ex-ministra do Planejamento Simone Tebet, também do PSB, era cotada para a primeira vaga, enquanto a segunda era disputada por França e pela deputada Marina Silva (Rede-SP), que tinha melhores projeções em pesquisas eleitorais.

Na última semana, a lista de pré-candidatos ao governo paulista encolheu com as desistências de Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB). Na ocasião, França chegou a defender uma candidatura própria para reduzir as chances de vitória de Tarcísio no primeiro turno.

Após intermediação do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin, foi fechada a composição de uma chapa única, com Marina e Simone na disputa pelo Senado. "É uma chapa que reúne experiência, capacidade de gestão, compromisso público e uma trajetória marcada por resultados concretos para São Paulo e para o Brasil", reforçou Haddad.

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