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Presidente da Abras diz que fim da 6x1 se resolveria em "duas linhas"

Segundo João Carlos Galassi, "não há necessidade de discutir mais nada", porque a proposta já está consolidada.

2/7/2026
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O presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Carlos Galassi, defendeu a redução da jornada de trabalho durante audiência no Senado na quarta-feira (1º).

Galassi sugeriu que a mudança poderia ser resolvida de forma direta, em um projeto com "duas linhas", para fixar a redução da carga horária e um período de adaptação.

"Para mim, esse projeto deveria ter apenas duas linhas. Uma linha dizendo o seguinte, reduz de 44 para 40 horas, a outra linha uma transição de cinco anos. Acabou, não há necessidade de discutir mais nada, cada um está resolvido", afirmou.

Debate sobre o fim da escala 6×1

A audiência pública reuniu representantes do governo federal, do setor produtivo, de centrais sindicais e parlamentares para discutir os impactos econômicos e sociais da redução da jornada de trabalho.

Durante o debate, representantes da indústria, do comércio e dos transportes argumentaram que a medida pode elevar os custos das empresas, reduzir a competitividade e afetar setores que dependem de funcionamento contínuo.

Já representantes dos trabalhadores defenderam que a redução da jornada contribui para a qualidade de vida, a saúde física e mental dos empregados e pode ser adotada sem interromper as atividades econômicas, desde que haja reorganização das escalas de trabalho.

A PEC 221/2019 prevê a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição dos salários, além da ampliação do descanso semanal. O texto não determina o fechamento do comércio ou de serviços aos fins de semana.

Caso seja aprovada, caberá às empresas organizar as escalas de seus funcionários, respeitando os novos limites de jornada previstos na legislação.

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