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Presidente do Sindusfarma diz que fim da 6x1 elevará preço de remédios

Nelson Mussolini defendeu que a proposta é " inflacionária" e recairá sobre o consumidor.

2/7/2026
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O presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), Nelson Mussolini, afirmou que a proposta pode resultar no aumento do preço dos medicamentos e na redução dos descontos atualmente praticados nas farmácias. A declaração ocorreu durante debate no Senado na quarta-feira (1º).

"Hoje, quando nós vamos para a farmácia, a gente vê muitos descontos, esses descontos diminuirão e a inflação de medicamentos crescerá e a inflação no bolso da população brasileira crescerá", declarou. Segundo ele, o impacto final recairia diretamente sobre o consumidor.

Na avaliação do representante do setor, a proposta em discussão no Congresso tem potencial inflacionário. "Eu não tenho a mínima dúvida que esta PEC é inflacionária", afirmou. Para ele, o aumento de custos decorrente da redução da jornada tende a ser repassado ao consumidor final.

O dirigente destacou ainda que a inflação é um dos fatores que mais afetam o poder de compra da população. "Quem paga a conta no final do dia é a sociedade. Um pouco de inflação é o pior imposto que existe para o trabalhador", disse.

Debate sobre o fim da escala 6×1

A audiência pública reuniu representantes do governo federal, do setor produtivo, de centrais sindicais e parlamentares para discutir os impactos econômicos e sociais da redução da jornada de trabalho.

Durante o debate, representantes da indústria, do comércio e dos transportes argumentaram que a medida pode elevar os custos das empresas, reduzir a competitividade e afetar setores que dependem de funcionamento contínuo.

Já representantes dos trabalhadores defenderam que a redução da jornada contribui para a qualidade de vida, a saúde física e mental dos empregados e pode ser adotada sem interromper as atividades econômicas, desde que haja reorganização das escalas de trabalho.

A PEC 221/2019 prevê a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição dos salários, além da ampliação do descanso semanal. O texto não determina o fechamento do comércio ou de serviços aos fins de semana.

Caso seja aprovada, caberá às empresas organizar as escalas de seus funcionários, respeitando os novos limites de jornada previstos na legislação.

Presidente do Sindusfarma, Nelson Mussolini.Reprodução/YouTube
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