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Michelle Bolsonaro elogia política bilíngue do governo Lula: "sonho realizado"

Sem mencionar o petista, ex-primeira-dama destacou a medida como um marco de inclusão e parabenizou a comunidade surda.

3/7/2026
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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro usou as redes sociais para celebrar o avanço da Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos no Brasil, anunciada pelo governo Lula nesta sexta-feira (3).

Ela destacou a medida como um marco de inclusão e parabenizou a comunidade surda sobre a política, que Michelle classificou como "sonho realizado". Declaração ocorreu em meio ao entrave político com um de seus enteados, o pré-candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Na publicação, a ex-primeira-dama ressaltou que a educação bilíngue contempla diferentes perfis dentro da comunidade surda, incluindo surdocegos, pessoas com deficiência auditiva sinalizantes e indivíduos com altas habilidades.

"A educação bilíngue de surdos tornou-se uma modalidade separada da Educação Especial, trazendo mais autonomia e protagonismo para a comunidade surda. É um sonho realizado! Seguimos trabalhando por um Brasil mais acessível e com oportunidades para todos."

Veja a íntegra da publicação:

Michelle elogia política bilíngue implementada por governo Lula.Reprodução/Instagram

Michelle tem histórico de atuação na pauta, especialmente por seu engajamento com a Língua Brasileira de Sinais (Libras) durante o período em que esteve no Palácio do Planalto. A ex-primeira-dama chegou a quebrar o protocolo e discursar com linguagem de sinais na posse presidencial de 2019.

Ruídos internos

No último dia 24, Michelle divulgou um vídeo de cerca de uma hora em que rompeu o silêncio sobre divergências internas no bolsonarismo. Ela afirmou ter sido desrespeitada por Flávio Bolsonaro, criticou articulações do PL no Ceará e se posicionou contra uma aliança com Ciro Gomes no primeiro turno das eleições estaduais.

Em resposta, Flávio negou ter desrespeitado a madrasta, pediu desculpas caso ela tenha se sentido ofendida e afirmou que todas as suas decisões políticas são tomadas com o respaldo do ex-presidente. O senador também declarou ter convidado Michelle para uma reunião com lideranças femininas conservadoras, mas disse que ela não respondeu aos contatos.

Seis dias depois de ter exposto a crise, a ex-primeira-dama deixou a presidência nacional do PL Mulher, sob o argumento de que se dedicaria "integralmente" aos cuidados com o marido e com a filha. Pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal, a renúncia abriu espaço para especulações sobre uma suposta desistência.

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