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Ramagem nega depósitos de bicheiro: "só tenho empréstimo consignado"

Ex-deputado foi acusado de receber pagamentos indevidos de Adilsinho, investigado na 5ª fase da Operação Unha e Carne.

6/7/2026
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O ex-deputado Alexandre Ramagem negou envolvimento com o bicheiro Adilsinho em vídeo publicado nas redes sociais. Segundo ele, sempre viveu com os recursos de seu salário e o único registro que pode ser identificado em suas transações é o de empréstimos consignados.

A declaração ocorre após Ramagem ser apontado como destinatário de supostos pagamentos indevidos realizados pelo bicheiro. O ex-deputado reiterou que não há qualquer indício de enriquecimento ilícito, ou mesmo lícito. "Não tenho bens de grande valor, nem empresas no meu nome", argumentou.

Ramagem afirmou ainda que seus sigilos bancários já foram quebrados pela Polícia Federal no curso da ação penal por tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, o que permitiria a checagem dos dados.

"A Polícia Federal já quebrou meu sigilo lá atrás. E é fácil apurar que não tem recebimento de nada. Eu sempre vivi do meu salário, tanto como policial quanto como deputado. Só vão descobrir que eu tenho empréstimo consignado com qualquer trabalhador que vive do salário, que pretende pagar, comprar alguma coisa."

Segundo informações publicadas pelo jornalista Octavio Guedes, o nome do ex-deputado figura em uma lista apreendida pela Polícia Federal com Adilsinho, investigado na 5ª fase da Operação Unha e Carne.

De acordo com o blog, o material reúne registros de supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e movimentações ligadas à lavagem de dinheiro envolvendo agentes políticos do Rio de Janeiro.

Em uma das planilhas, Ramagem seria citado como "DEP RAMAGEM" e "DEP ALEXANDRE RAMAGEM", com quatro registros de depósitos que somam pouco mais de R$ 109 mil, embora não haja indicação do ano das transações.

Cassação

Ramagem foi condenado em setembro a 16 anos de prisão pelo STF, resultando na suspensão de seus direitos políticos por efeito da Lei da Ficha Limpa. Com o trânsito em julgado da decisão em dezembro de 2025, a Mesa Diretora foi oficiada para dar andamento à sua cassação.

Ao contrário dos demais réus da ação penal do golpe, Ramagem não foi preso: ele está desde setembro em Miami, nos Estados Unidos, onde pede asilo político. O STF encaminhou o pedido de extradição ao governo dos Estados Unidos, mas ainda não houve andamento.

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