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Aécio Neves desiste da Presidência e diz que é hora de "pés no chão"

Mudança de estratégia ocorre um mês após a Federação PSDB-Cidadania aprovar sua pré-candidatura.

10/7/2026
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O presidente nacional do PSDB, deputado federal Aécio Neves (MG), desistiu de disputar a Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (9) e encerra a possibilidade de o partido lançar candidatura própria ao Palácio do Planalto neste ano.

Segundo o tucano, este é o momento de "ter os pés no chão" e concentrar esforços na reconstrução da legenda, com foco nas eleições de 2030.

A desistência representa uma mudança de rumo para o PSDB. No mês passado, a Federação PSDB-Cidadania havia aprovado a pré-candidatura de Aécio.

Na ocasião, o presidente nacional do Cidadania e vice-presidente da federação, Alex Manente (Cidadania-SP), defendeu o deputado como uma alternativa de terceira via capaz de romper a polarização política e recolocar em pauta os principais problemas do país.

Apesar do aval da federação, Aécio condicionava sua candidatura à formação de uma ampla coalizão de centro.

Desistência encerra a possibilidade de candidatura própria do PSDB ao Palácio do Planalto.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Prioridade é reorganizar o PSDB

Ao justificar a desistência, Aécio afirmou que sua principal missão como presidente nacional do partido é fortalecer o PSDB e preparar a legenda para voltar a disputar a Presidência em 2030.

Com a decisão, a tendência é que o partido não apresente candidato próprio ao Planalto, cenário inédito desde a redemocratização. A legenda deverá concentrar as negociações para apoiar outro nome na disputa presidencial e ampliar sua representação no Congresso Nacional.

Aécio também mantém aberta a possibilidade de disputar uma vaga no Senado por Minas Gerais.

O deputado já havia indicado anteriormente que não pretende concorrer à reeleição para a Câmara dos Deputados.

Histórico

Aécio Neves foi o candidato do PSDB à Presidência da República em 2014, quando chegou ao segundo turno contra Dilma Rousseff (PT).

Derrotado por margem estreita, passou a atuar na Câmara dos Deputados e, em 2025, assumiu a presidência nacional do partido com a missão de reorganizar a sigla após sucessivas perdas de espaço no cenário político nacional.

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