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ELEIÇÕES 2026
Congresso em Foco
23/5/2026 | Atualizado às 10:57
O Cidadania oficializou nesta sexta-feira (22) o apoio à pré-candidatura do deputado Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão foi tomada por unanimidade pela Executiva Nacional da legenda e agora será debatida com o PSDB.
A reunião foi conduzida pelo presidente nacional do Cidadania, deputado Alex Manente (SP), que defendeu o nome do tucano como alternativa ao embate político entre lulismo e bolsonarismo. Segundo ele, o ex-governador mineiro teria capacidade de liderar um projeto político voltado para estabilidade econômica, diálogo institucional e crescimento sustentável.
Reunião na terça-feira
A escolha ainda precisa ser validada em reunião conjunta da federação, marcada para terça-feira (26), quando os partidos devem discutir o cenário eleitoral e possíveis alianças para a sucessão presidencial.
A movimentação reforça a tentativa de setores do centro político de construir uma candidatura competitiva fora dos polos representados pelo presidente Lula e pelo grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Nos últimos meses, o PSDB buscou diferentes caminhos para a disputa presidencial. Integrantes da legenda chegaram a discutir a possibilidade de apoiar o ex-ministro Ciro Gomes, mas o pedetista decidiu concentrar sua atuação na disputa pelo governo do Ceará.
O nome de Aécio ganhou força internamente após sinais de desgaste da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que passou a enfrentar maior resistência política depois da divulgação de mensagens envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Flávio e Vorcaro
Levantamento Datafolha publicado nesta sexta-feira mostrou aumento da rejeição ao senador fluminense. Segundo a pesquisa, 46% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Flávio Bolsonaro para presidente. O índice é numericamente superior ao registrado pelo presidente Lula, rejeitado por 45% dos eleitores consultados.
As conversas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro ampliaram a pressão sobre aliados do PL e abriram espaço para novas articulações no campo da centro-direita. Lideranças partidárias avaliam que o cenário pode favorecer candidaturas consideradas mais moderadas ou capazes de dialogar com diferentes setores políticos.
Aécio Neves disputou a Presidência da República em 2014, quando perdeu o segundo turno para Dilma Rousseff (PT). Desde então, manteve atuação mais discreta no Congresso Nacional e voltou a ocupar espaço nas articulações nacionais do PSDB nos últimos anos.
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