Notícias

Flávio Bolsonaro diz não confiar na PF e recusa escolta na campanha

Senador pede que policiais destinados à sua segurança sejam deslocados para apurar o esquema no INSS.

20/7/2026
Publicidade
Expandir publicidade

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste domingo (19) que pretende abrir mão da equipe de segurança oferecida pela Polícia Federal durante a campanha eleitoral.

Em publicação no X, antigo Twitter, ele pediu que os agentes que poderiam ser destinados à sua proteção sejam deslocados para as investigações sobre as fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

"Peço que os servidores da PF que estariam à minha disposição sejam destinados, imediatamente, para a investigação do roubo dos aposentados do INSS."

Pré-candidato à Presidência dispensou a segurança da PF e criticou a atuação da corporação.Reprodução / X

Na publicação Flávio associou a decisão às informações de que a falta de efetivo teria atrasado a análise de materiais relacionados às investigações sobre o esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários.

O senador também mencionou Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva , citado em depoimento que apontou supostos pagamentos feitos pelo empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

"Se a desculpa oficial do chefe da PF para não investigar Lulinha foi a falta de efetivo, quero dar a minha contribuição", declarou Flávio.

A afirmação sobre os pagamentos ainda é objeto de apuração. A defesa de Fábio Luís nega irregularidades e afirma que ele não manteve relação comercial com o Careca do INSS. O nome do empresário apareceu em depoimentos e dados analisados no âmbito das investigações sobre o esquema.

Críticas ao comando da PF

Flávio também dirigiu críticas ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e alegou temer que integrantes da instituição fossem infiltrados em sua campanha. O senador não apresentou provas que sustentassem a acusação.

"Não confio no atual chefe da PF. Não vou correr o risco de ele próprio infiltrar pessoas na minha campanha."

O pré-candidato afirmou ainda que, caso seja eleito, pretende ampliar a autonomia e a valorização dos policiais federais. Segundo ele, a partir de 2027, os agentes voltariam a investigar criminosos em vez de receber ordens para "perseguir opositores de Lula".

Segurança dos presidenciáveis

A declaração ocorreu na véspera do início da operação nacional preparada pela Polícia Federal para proteger os candidatos à Presidência nas eleições de 2026.

O esquema pode mobilizar até 458 servidores, entre agentes de proteção, profissionais de inteligência e logística e chefes de equipe. A estrutura foi planejada para atender simultaneamente até dez candidaturas e terá acompanhamento das agendas em todos os estados.

A proteção poderá começar a partir desta segunda-feira (20), depois que a candidatura for homologada em convenção partidária e a campanha apresentar uma solicitação formal.

A adesão é facultativa, e os candidatos que recusarem o serviço poderão pedi-lo posteriormente.

Cada presidenciável terá um plano próprio, definido a partir da avaliação de riscos, ameaças, deslocamentos e características dos eventos. A operação poderá utilizar veículos blindados, equipamentos antidrone, reconhecimento facial, monitoramento de ameaças digitais e kits para vistorias antibombas.

Segundo a PF, aproximadamente R$ 95 milhões foram destinados à mobilização das equipes, à contratação de serviços e à compra de equipamentos para a operação.

Veja mais no portal
cadastre-se, comente, saiba mais

Notícias Mais Lidas

Artigos Mais Lidos