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Eleições
Congresso em Foco
19/7/2026 7:00
Começa nesta segunda-feira (20) o período das convenções partidárias para as eleições de 2026, etapa em que os partidos oficializam seus candidatos à Presidência da República e aos demais cargos em disputa. O prazo segue até o dia 5 de agosto, conforme o calendário estabelecido pela Justiça Eleitoral.
As convenções são reuniões internas das siglas, nas quais delegados e dirigentes decidem quem serão os candidatos oficiais, aprovam coligações e definem diretrizes de campanha.
Apesar de muitos nomes já estarem em pré-campanha, é apenas após esse processo que as candidaturas passam a ter validade legal. Além da escolha dos candidatos, também são definidos os nomes dos vice-presidentes, as alianças entre partidos e as estratégias políticas para a disputa.
No caso da eleição presidencial, os principais pré-candidatos já têm suas convenções alinhadas dentro do período oficial. Também é comum que os envolvidos na disputa pelo Planalto participem de eventos promovidos por diretórios regionais para demonstrar apoio.
Após a realização das convenções, os partidos terão até 15 de agosto para registrar oficialmente seus candidatos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A partir daí, a campanha entra em uma nova fase, com o início da propaganda eleitoral.
Mais do que um rito formal, as convenções funcionam como um termômetro político. É nesse momento que alianças são confirmadas, disputas internas vêm à tona e o desenho final da eleição começa a se consolidar diante do eleitorado.
Data marcada
Em 25 de julho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) abre o calendário entre os presidenciáveis. O evento está marcado para o Complexo Arena Pacaembu, em São Paulo, e deve reunir lideranças do partido e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. O nome do vice que formará chapa com Flávio permanece em aberto,
No dia seguinte, será a vez do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que realiza sua convenção na sede da legenda, no bairro Bela Vista, também em São Paulo. A agenda segue no dia 27 de julho, com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que promove sua convenção em Brasília.
Já no dia 1º de agosto, o empresário e influenciador Renan Santos (Missão) realiza sua convenção no Komplexo Tempo, em São Paulo, consolidando sua candidatura.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerra a sequência dos principais eventos com sua convenção marcada para o dia 2 de agosto, no Center Norte, em São Paulo. A expectativa é de um grande ato político com presença de partidos aliados e lideranças da base governista.
O ciclo se encerra oficialmente no dia 5 de agosto, data limite para que todos os partidos realizem suas convenções. Apesar do fim do período de eventos, as siglas têm até dia 15 para registrar formalmente as suas candidaturas junto à Justiça Eleitoral.
Congresso
A regra não se aplica apenas aos pré-candidatos à Presidência: deputados e senadores também participam do período de convenções. Até o dia 5 de agosto, prazo final estabelecido pela Justiça Eleitoral, os partidos realizam encontros em todo o país para oficializar seus candidatos ao Legislativo.
As chapas proporcionais, no caso da Câmara, exigem articulação interna, negociações regionais e equilíbrio entre diferentes grupos políticos. O prazo marca o fim de um processo que envolve a formação de listas competitivas dentro de cada estado, conforme regras como a cota de gênero e os limites de candidaturas.
Também é um momento que pode encerrar as especulações sobre os apoios dentro das siglas. No caso do PL, por exemplo, a indefinição sobre o apoio entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro pode ficar mais clara. Além disso, as dúvidas quanto à disputa da ex-primeira-dama ao Senado podem ser sanadas.
Nos outros partidos, o cenário se repete. Para candidatos ao Legislativo, o apoio de um presidenciável pode ser decisivo para a eleição. É nas convenções e nos comícios que esse suporte costuma ser demonstrado.
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