Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Eleições 2026

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosEleições 2026RadarPrêmio
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Moraes mantém Bolsonaro em casa, mas veta visitas e atos eleitorais

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

STF

Moraes mantém Bolsonaro em casa, mas veta visitas e atos eleitorais

Bolsonaro só poderá receber médicos, fisioterapeutas e advogados durante 30 dias.

Congresso em Foco

17/7/2026 | Atualizado às 20:55

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o ex-presidente Jair Bolsonaro de receber visitas com finalidade político-eleitoral até o término das eleições gerais de 2026. A decisão, proferida nesta sexta-feira (17), também suspende por 30 dias o direito de Bolsonaro de receber outras visitas, com exceção de médicos, fisioterapeutas e advogados.

Moraes manteve o ex-presidente em prisão domiciliar humanitária, mas endureceu as restrições após concluir que houve descumprimento das medidas impostas pelo STF. Bolsonaro também está proibido de produzir ou divulgar manifestos político-eleitorais, inclusive por intermédio de terceiros e independentemente do meio utilizado.

A suspensão de 30 dias não alcança o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que já está impedido de visitar o pai por 90 dias desde segunda-feira (13). A punição específica foi aplicada depois que o parlamentar divulgou nas redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente em apoio à sua pré-candidatura à Presidência da República.

Na nova decisão, Moraes advertiu que outro descumprimento poderá levar à adoção de medidas mais severas, incluindo a revogação da prisão domiciliar e o retorno de Bolsonaro ao regime fechado.

Ministro Alexandre de Moraes apontou descumprimento de medida cautelar após a divulgação de carta de apoio a Flávio Bolsonaro.

Ministro Alexandre de Moraes apontou descumprimento de medida cautelar após a divulgação de carta de apoio a Flávio Bolsonaro.Gustavo Moreno/STF

Carta em apoio a Flávio

A decisão foi motivada pela chamada "Carta aos brasileiros", escrita e assinada por Bolsonaro e posteriormente lida por Flávio em uma transmissão nas redes sociais.

No documento, o ex-presidente pede que seus apoiadores deixem as diferenças de lado e se empenhem pela candidatura do filho, apresentado como sua escolha para a disputa presidencial e seu "porta-voz". Bolsonaro também afirma que Flávio seria a "melhor opção" para livrar o país da corrupção, da violência e do empobrecimento.

A defesa alegou que Bolsonaro não sabia que a carta seria divulgada e que não houve orientação, acordo ou combinação prévia para a publicação nas redes sociais. Os advogados também afirmaram que o ex-presidente não pretendia utilizar terceiros para contornar as limitações determinadas pelo STF.

Leia Mais

Após carta, Moraes suspende visita de Flávio a Bolsonaro por 90 dias

Por que Lula podia divulgar cartas preso e Bolsonaro não? Entenda

Defesa diz ao STF que Bolsonaro "jamais soube" de divulgação da carta

Moraes rejeitou a explicação.

Segundo o ministro, o fato de o texto ser dirigido "aos brasileiros", apresentar Flávio como pré-candidato e porta-voz e encerrar com uma saudação coletiva demonstra que a mensagem não tinha caráter particular.

Para o magistrado, Bolsonaro participou ativamente da preparação de um conteúdo destinado à divulgação pública e utilizou o filho como intermediário para alcançar apoiadores e interferir no processo eleitoral.

O ministro também citou um vídeo publicado por Flávio antes da leitura da carta. Na gravação, o senador afirmou que havia acabado de sair da casa do pai e anunciou que transmitiria um "recado muito importante" que Bolsonaro queria dar "a toda a nossa nação".

PGR defendeu manutenção da prisão domiciliar

Em parecer encaminhado ao STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, considerou que a carta tinha a intenção de alcançar e influenciar o público interessado nas eleições. Para a Procuradoria-Geral da República (PGR), o conteúdo confirma o apoio expresso de Bolsonaro à pré-candidatura de Flávio.

Apesar disso, Gonet avaliou que o retorno imediato do ex-presidente ao sistema penitenciário seria desproporcional diante das razões médicas que justificaram a prisão domiciliar. A PGR recomendou, no entanto, que fossem estabelecidas regras mais claras para evitar novos contatos capazes de produzir interferência eleitoral.

Moraes seguiu esse entendimento.

De acordo com a decisão, foi o primeiro descumprimento de medida cautelar registrado desde o início da execução definitiva da pena. O ministro considerou que a gravidade do episódio não justificava, naquele momento, o retorno ao regime fechado, mas autorizava a suspensão temporária das visitas e a ampliação das restrições.

Visitas ficam restritas

Durante os próximos 30 dias, Bolsonaro somente poderá receber seus médicos, fisioterapeutas e advogados. A decisão não altera a situação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, da filha Laura e da enteada Letícia, que vivem na mesma residência e, por isso, não são consideradas visitantes.

Moraes também rejeitou o argumento de que as limitações deixariam Bolsonaro incomunicável.

Segundo o levantamento apresentado na decisão, o ex-presidente recebeu 185 visitas desde que passou a cumprir a pena em casa, em 27 de março. Foram contabilizadas 31 visitas dos filhos, 70 de médicos, 17 do fisioterapeuta e 64 de advogados, além de outros comparecimentos autorizados.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão. A prisão domiciliar humanitária foi concedida inicialmente para permitir sua recuperação de uma broncopneumonia e havia sido mantida por Moraes no início de julho, com a permanência das medidas cautelares anteriores.

Processo: EP 169

Íntegra da decisão de Alexandre de Moraes.

Veja a íntegra da decisão sobre o uso das redes sociais.

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

eleições 2026 prisão domiciliar Alexandre de Moraes STF Jair Bolsonaro

Temas

Judiciário

LEIA MAIS

Eleições 2026

Prefeito baiano ameaça demitir servidores que não apoiarem seu partido

Senado

Soraya desmente desistência de pré-candidatura: "nunca deixei de ser"

Eleições 2026

Congresso tem recorde de candidatos à reeleição, aponta pesquisa

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES