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Relatora dá parecer favorável a lei de proteção comunitária a crianças

Projeto que cria protocolo de proteção a crianças e adolescentes por redes de vizinhos tramita na Comissão de Previdência.

24/7/2026
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A deputada Silvia Cristina (PP-RO) apresentou à Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família um parecer favorável ao projeto de lei 5.109/2025, sob sua relatoria e de autoria do deputado Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG), que prevê a criação da chamada Lei Vizinho Guardião.

A proposta busca ampliar a participação da comunidade na prevenção e na denúncia de casos de violência contra crianças e adolescentes, por meio de protocolos de orientação, campanhas de conscientização e deveres atribuídos a condomínios, profissionais e lideranças comunitárias.

O projeto institui um protocolo nacional com orientações para identificação e comunicação de situações de violência, determina a divulgação permanente dessas informações em escolas, condomínios, hospitais e unidades de saúde, estabelece obrigações para profissionais que atuam em condomínios e residências e prevê proteção ao denunciante de boa-fé.

Também cria o Dia de Conscientização contra a Violência Infantil na Vizinhança, a ser celebrado anualmente em 18 de abril.

Proposta busca dar condições para pleno cumprimento dos termos da lei Henry do Borel. Magnific

Argumentos do autor

Na justificativa, Marcelo Álvaro Antônio sustenta que a Lei Henry Borel representou um avanço na proteção da infância, mas ainda deixa lacunas quanto ao papel da sociedade na prevenção desses crimes. Segundo o deputado, falta orientação objetiva para que a população saiba como agir diante de suspeitas de violência.

Para defender a proposta, o parlamentar afirma que ela "não substitui, mas complementa a Lei Henry Borel, transformando o dever moral de denunciar em uma obrigação legal e comunitária, que fortalece a rede de proteção social e reafirma o princípio constitucional da proteção integral da infância".

Parecer da relatora

Ao analisar o mérito, Silvia Cristina considerou que o projeto fortalece os mecanismos de prevenção à violência doméstica contra crianças e adolescentes ao estimular a participação da comunidade na identificação e comunicação de situações de risco.

A relatora também avaliou que a iniciativa está alinhada ao princípio constitucional da proteção integral da criança e do adolescente e às diretrizes já estabelecidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e pela Lei Henry Borel.

A deputada ponderou, contudo, que parte das providências previstas já está contemplada na Lei Henry Borel e que a criação de uma nova lei autônoma não seria a solução mais adequada.

Por isso, Silvia Cristina apresentou um substitutivo ao projeto. Em vez de criar uma legislação independente, a relatora propõe incorporar as mudanças diretamente à Lei Henry Borel, instituindo a Campanha Protocolo Vizinho Guardião, atualizando a referência ao Disque 100 na legislação e prevendo ações permanentes de orientação sobre prevenção, identificação e comunicação de casos de violência contra crianças e adolescentes.

Próximos passos

Com a apresentação do parecer, o projeto poderá ser pautado para leitura e posterior votação na Comissão de Previdência. O texto já foi aprovado anteriormente na Comissão de Segurança Pública, e deverá ainda passar pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça.

A matéria tramita em caráter terminativo: se houver concordância em todas as comissões, poderá seguir diretamente ao Senado, sem a necessidade de votação em Plenário, salvo aprovação de recurso contrário.

O debate, porém, só será possível a partir do fim do ano: o Congresso Nacional se encontra em recesso eleitoral, com reuniões e sessões suspensas até o primeiro turno das eleições, em outubro.

Veja a íntegra do parecer.

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