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Brasil nega visto a servidores dos EUA enviados para questionar urnas

Funcionários da chancelaria americana foram rejeitados por suspeita de tentativa de interferir nas eleições.

25/7/2026
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O governo brasileiro negou na sexta-feira (24) os pedidos de visto de dois integrantes do governo dos Estados Unidos que pretendiam viajar ao país. A decisão foi tomada após o Itamaraty concluir que a missão representava uma tentativa de lançar dúvidas sobre o sistema eleitoral brasileiro e de influenciar as eleições presidenciais de outubro.

De acordo com o Executivo, a comitiva seria formada por Riley M. Barnes, secretário-assistente do Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho do Departamento de Estado, e por Samuel Samson, secretário-assistente adjunto.

Um dos fundamentos para a negativa foi a existência de indícios de uma nova tentativa de exploração política do debate sobre as urnas eletrônicas. Na avaliação das autoridades, a viagem poderia contribuir para enfraquecer a confiança no sistema eleitoral durante o período de campanha.

Representantes do Departamento de Estado não haviam se identificado como observadores eleitorais. Magnific

Tradicionalmente, o Brasil recebe observadores internacionais para o acompanhamento de suas disputas eleitorais. Os funcionários, porém, não foram identificados por Washington para esta função, mas haviam expressado o plano de conversar com autoridades brasileiras sobre o processo eleitoral.

Timing desfavorável

Os vistos foram negados na mesma semana em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato ao Planalto, havia questionado a segurança das urnas eletrônicas perante embaixadores. A suspeita do Ministério das Relações Exteriores era de que a vinda dos funcionários americanos seria parte de um esforço coordenado.

Em evento promovido por veículos de comunicação na terça-feira (21), com a participação de embaixadores de 42 países, Flávio Bolsonaro retomou a retórica de críticas ao sistema eletrônico de votação.

O presidenciável do PL alegou que as urnas brasileiras teriam origem comum com as da empresa supostamente venezuelana Smartmatic, e que, segundo a CIA a companhia teria participado de uma fraude eleitoral em seu país de origem em 2012.

Na realidade, a Smartmatic é americana e nunca venceu uma licitação no Brasil. O principal fornecedor de urnas no país é a Positivo, marca de origem local.

A fala de Flávio foi amplamente criticada por parlamentares governistas, que relembraram que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exatamente por tentar levantar falsas suspeitas sobre o sistema eleitoral junto a embaixadores.

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