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Ronaldo Caiado oficializa candidatura com Gilberto Kassab de vice

Candidato do PSD criticou a polarização, ressaltou foco na segurança pública e provocou Lula a comparecer em debates.

26/7/2026
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O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, oficializou neste domingo (26) sua campanha presidencial pelo PSD, que realizou sua convenção nacional em São Paulo. Na cerimônia, também foi confirmada a escolha pelo presidente do partido, Gilberto Kassab, como vice em sua chapa.

Caiado entra na disputa com um grande desafio pela frente. Nas pesquisas eleitorais, enfrenta dificuldades para chegar aos 10% de intenção de votos, precisando disputar contra nomes de seu próprio campo político, como Flávio Bolsonaro, do PL, e Romeu Zema, do Novo. Por outro lado, desponta como mais forte em cenários de segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva.

O candidato tem em seu favor o baixo índice de rejeição quando comparado a Lula e Flávio Bolsonaro, bem como um partido com alta capilaridade, sendo líder em número de prefeituras. Por outro lado, faz parte de um partido dividido, e compete em um cenário de polarização intensa.

Em seu discurso de candidatura, criticou a conduta polarizante de Lula e Flávio Bolsonaro. "Um se retroalimenta na vaidade do outro, e cada um vem amanhã com uma fala agressiva, com uma luta, com uma tentativa para tentar desviar o foco de uma campanha eleitoral. Eles não têm proposta", disse.

Veja o momento:

Sem citar nomes, Caiado primeiro falou sobre Lula, questionando os resultados das gestões petistas. "Um está há 20 anos no poder. O que ele fez para o Brasil a não ser empobrecer o Brasil perante aos outros países do mundo?", questionou.

Na outra ponta, relembrou que Flávio Bolsonaro vem como sucessor de um presidente que não se reelegeu, e que possui uma curta trajetória política. "Já teve oportunidade e nada construiu; e hoje está aí às voltas com tantas denúncias no dia a dia da sua curta trajetória política".

Nesse sentido, apresentou seu nome como uma alternativa com experiência na gestão pública. "Eu nunca desonrei o voto de um brasileiro, nunca vocês me viram envolvido em negociata, em mensalinho, em petrolão, em mensalão, vocês nunca me viram aí envolvido no escândalo para assaltar aposentado", declarou.

Chapa puro-sangue

Gilberto Kassab planejava lançar uma candidatura presidencial desde 2022, e atuou ativamente para viabilizar uma campanha própria para o PSD neste pleito. Sua estratégia foi colocar testar três nomes ao mesmo tempo, convidando os governadores Ronaldo Caiado, Eduardo Leite (RS) e Ratinho Jr (PR) para seu triunvirato.

Entre os três, Ratinho Jr foi quem demonstrou melhor desempenho em pesquisas eleitorais. O governador paranaense, porém, preferiu desistir da pré-campanha ao Planalto, enxergando-a como um risco para a continuidade de seu grupo político no Estado. Com isso, Caiado assumiu a liderança do grupo.

Ao anunciar Kassab como vice, o ex-governador goiano agradeceu ao seu empenho para lançar uma chapa própria. "Kassab manteve aquilo que foi, sem dúvida nenhuma, a chance de nós podermos mostrar a força do PSD; a capacidade deste partido em caminhar no Brasil todo e poder implantar um novo modelo de governo para essa nação".

Foco na segurança

Caiado citou sua gestão como governador de Goiás como modelo para um eventual governo, enfatizando os resultados colhidos na área de segurança pública. "Bota o caiado na presidência, você vai ver esse bandido vai ter um palmo de terra nesse Brasil afora. Me bota na presidência da república e vocês vão ver um modelo de segurança que vai fazer com que presidiário cumpra a sua pena", declarou.

Ele relembrou sua política de endurecimento de políticas penais em seu Estado, atribuindo a ela a redução na criminalidade. "Penitenciária em Goiás era universidade de bandido, era quartel de bandido, hoje faccionado só fala com Deus porque não tem visita íntima, não tem audiência sigilosa com advogado, é monitorado 100% e o crime caiu".

O candidato prometeu ainda "resgatar as instituições brasileiras". "O povo não acredita mais no Executivo, no Legislativo, no Judiciário; poderes desmoralizados porque não tem um bom exemplo é que deve ser dado no presidencialismo pelo presidente da república para ser referência no país como modelo a se fazer o seu dia a dia", alegou.

Provocação a Lula

No final de seu discurso, Caiado comentou a respeito dos boatos de que o presidente Lula estaria se planejando para não participar dos debates eleitorais de primeiro turno, nos quais estará sozinho perante múltiplos candidatos de oposição. O ex-governador o desafiou a comparecer.

"Eu já soube que o Lula está fugindo do debate no dia 16. Estou te esperando, Lula. Vem cá, vem cá. (...) Está batendo em retirada. Diz que não quer ir para o debate. Não quer ir? Porque está com medo, amarelou. Sabe que está com o rabo preso na criminalidade. Não tem coragem de apresentar nenhuma proposta", provocou.

Para Caiado, o chefe de governo "só faz reunião dentro de recinto fechado", enquanto ele próprio se pronuncia "na rua aberta".

Veja a fala:

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