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PSD e PL estão à frente em 11 Estados; veja pesquisas para governador

Levantamento reúne 27 pesquisas e 157 nomes testados. Onze governadores candidatos à reeleição lideram, e Lula e Flávio Bolsonaro dividem o maior número de primeiros colocados alinhados.

31/7/2026
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A duas semanas do fim do prazo para o pedido de registro de candidaturas, PSD e PL concentram o maior número de candidatos à frente nas pesquisas mais recentes para governador disponíveis até quinta-feira (30). O PSD aparece isoladamente à frente em seis Estados, e o PL, em cinco. Juntas, as duas legendas encabeçam as disputas em 11 das 27 unidades da Federação. O levantamento do Congresso em Foco considera uma pesquisa por unidade federativa e reúne 157 nomes apresentados em cenários estimulados de primeiro turno.

Os dados representam uma fotografia das disputas locais. Como as pesquisas têm datas, amostras e margens próprias, não devem ser somadas nem tratadas como uma projeção nacional. Em 26 unidades da Federação, o trabalho de campo ocorreu em julho. A exceção é Roraima, onde o levantamento selecionado foi feito entre o fim de março e o início de abril.

O quadro abaixo apresenta os resultados por região, além do instituto responsável, período de campo, margem de erro e registro na Justiça Eleitoral.






Lideranças variam por região

O PSD concentra o maior número de primeiros colocados no Nordeste, com três, e divide com o PL a liderança no Norte, com dois Estados para cada legenda. PSDB e PT aparecem em seguida no Nordeste, com dois líderes ou colíderes cada.

No Centro-Oeste, o PP encabeça duas das quatro disputas. O PL lidera em dois dos três Estados do Sul, enquanto o Republicanos aparece à frente em duas das quatro corridas do Sudeste.

O Norte apresenta o quadro mais fragmentado. Além das duas lideranças de PSD e PL, Republicanos, MDB e União Brasil encabeçam uma disputa cada.

Candidatos à reeleição

Dos 18 governadores em exercício que aparecem como candidatos à reeleição no recorte comparável, 11 ocupam a primeira posição.

Lideram Hana Ghassan (MDB), no Pará; Lucas Ribeiro (PP), na Paraíba; Raquel Lyra (PSD), em Pernambuco; Rafael Fonteles (PT), no Piauí; Fábio Mitidieri (PSD), em Sergipe; Celina Leão (PP), no Distrito Federal; Daniel Vilela (MDB), em Goiás; Eduardo Riedel (PP), em Mato Grosso do Sul; Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina; Ricardo Ferraço (MDB), no Espírito Santo; e Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo.

Não aparecem à frente Mailza Assis (PP), no Acre; Clécio Luís (União Brasil), no Amapá; Roberto Cidade (União Brasil), no Amazonas; Jerônimo Rodrigues (PT), na Bahia; Elmano de Freitas (PT), no Ceará; Mateus Simões (PSD), em Minas Gerais; e Otaviano Pivetta (Republicanos), em Mato Grosso.

A conta reúne governadores eleitos em 2022, antigos vice-governadores que assumiram após a saída dos titulares e Roberto Cidade, escolhido pela Assembleia Legislativa para concluir o mandato no Amazonas.

Roraima fica fora da comparação. A pesquisa antecede a cassação da chapa eleita em 2022, a eleição suplementar e a disputa judicial sobre o resultado. Arthur Henrique aparece à frente no cenário selecionado, mas o dado não é diretamente comparável aos dos demais Estados.

Veja como está a disputa aos governos estaduais a duas semanas do encerramento do prazo de registro de candidaturas.Arte Congresso em Foco

Lula e Flávio dividem líderes estaduais

O cruzamento das pesquisas com o mapa dos palanques presidenciais mostra equilíbrio entre Lula e Flávio Bolsonaro. Dos 28 líderes ou colíderes identificados — Alagoas tem dois nomes numericamente empatados —, nove estão alinhados ao petista e nove ao senador do PL.

Ronaldo Caiado conta com dois primeiros colocados: ACM Neto (União Brasil), na Bahia, e Daniel Vilela (MDB), em Goiás. Outros sete líderes não tinham preferência presidencial definida no levantamento.

Em Minas Gerais, o eventual apoio de Cleitinho (Republicanos) a Flávio depende da confirmação de sua candidatura ao governo. O senador afirma que continua na disputa, apesar de o partido ter anunciado que não pretendia lançá-lo. A candidatura é considerada estratégica para Flávio porque Cleitinho lidera a pesquisa selecionada no segundo maior colégio eleitoral do país.

As convenções seguem até 5 de agosto, e novas alianças, desistências ou declarações ainda podem alterar candidaturas e palanques.

PSD e PL

O PSD ocupa isoladamente a primeira posição no Amapá, Amazonas, Maranhão, Pernambuco, Sergipe e Rio de Janeiro. O PL lidera em Rondônia, Roraima, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina.

O MDB aparece à frente em quatro Estados, considerando o empate de Renan Filho com JHC em Alagoas. Republicanos e PP encabeçam três disputas cada; União Brasil e PT, duas. O PSDB lidera no Ceará e divide a primeira posição em Alagoas. O PDT está à frente no Rio Grande do Sul.

Cabeça a cabeça

Alagoas registra o único empate numérico entre os primeiros colocados. Tocantins, Bahia e Rio Grande do Sul também estão entre as disputas mais apertadas.

Amazonas, Pará e Espírito Santo formam outro grupo de corridas competitivas, com diferenças entre os primeiros colocados dentro ou próximas das margens de erro dos respectivos levantamentos.

Uma vantagem numérica não significa necessariamente liderança estatisticamente isolada. Dependendo da margem de erro, dois ou mais concorrentes podem estar tecnicamente empatados.

Possibilidade de primeiro turno

Amapá, Piauí e Santa Catarina apresentam os sinais mais claros de possibilidade de definição no primeiro turno. Dr. Furlan, Rafael Fonteles e Jorginho Mello aparecem acima da metade das intenções de voto nos cenários selecionados.

Arthur Henrique também supera esse patamar em Roraima, mas o resultado deve ser tratado separadamente devido à defasagem da pesquisa e às mudanças posteriores no quadro estadual.

Ainda assim, não é possível afirmar que essas eleições terminarão no primeiro turno. Para vencer sem nova votação, o candidato precisa obter a maioria absoluta dos votos válidos, excluídos brancos e nulos. As pesquisas também estão sujeitas à margem de erro e registram eleitores indecisos.

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