Notícias

Jaques Wagner diz que provará sua inocência: "estou muito tranquilo"

Investigado no caso Banco Master, petista disse confiar no trabalho da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça.

31/7/2026
Publicidade
Expandir publicidade

O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou nesta sexta-feira (31) que está confiante de que provará sua inocência nas investigações da Polícia Federal sobre o caso Banco Master. Em conversa com jornalistas na Bahia, o parlamentar evitou comentar o mérito do inquérito por orientação de sua defesa, mas declarou estar "muito tranquilo" e disse receber apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

As declarações ocorrem um dia após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o levantamento do sigilo do procedimento, tornando públicos novos documentos da investigação.

Entre os elementos divulgados estão relatórios da Polícia Federal que apontam 74 ligações entre Jaques Wagner e o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master e um dos investigados no caso.

Questionado sobre a investigação, o senador afirmou que seguirá a recomendação de seu advogado e evitará fazer comentários sobre o caso.

"Por orientação dele, ele pede para eu não falar. Tudo que você fala, se você está sendo investigado, é direito do senhor ficar em silêncio, mesmo perante a imprensa."

Wagner comparou a situação a uma investigação da qual foi alvo em 2018, relacionada à Arena Fonte Nova. De acordo com ele, o procedimento foi arquivado sem que houvesse indiciamento.

Parlamentar evita comentar o mérito do inquérito, mas afirma que provará inocência e que recebeu respaldo do presidente.Carlos Moura/Agência Senado

Confiança na investigação

Mesmo evitando tratar do conteúdo do inquérito, o senador afirmou acreditar que a investigação servirá para esclarecer os fatos e afastar as suspeitas levantadas contra ele.

Ao citar um trecho da decisão do ministro André Mendonça, Wagner disse que o próprio magistrado reconhece que uma investigação também pode comprovar a inexistência de responsabilidade do investigado.

"Eu tenho certeza que vou provar a minha inocência."

O senador acrescentou que confia no trabalho das instituições e que apesar das investigações, seu foco permanece voltado para a campanha eleitoral.

Apoio de Lula

Jaques Wagner também afirmou que tem recebido respaldo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde que foi alvo da operação da Polícia Federal.

Segundo o senador, quatro ou cinco dias após a ação policial ele colocou o cargo de líder do governo no Senado à disposição do presidente para evitar qualquer desgaste político.

"Entreguei o cargo a ele para não contaminar, para não perturbar."

De acordo com Wagner, Lula recusou a iniciativa e voltou a manifestar apoio durante uma agenda em Alagoinhas (BA), quando fez elogios públicos ao senador.

O petista também confirmou que o presidente participará da convenção estadual do partido neste sábado (1º), na Bahia.

Investigação

Jaques Wagner é investigado no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e favorecimento a interesses do Banco Master.

Com o levantamento do sigilo determinado por André Mendonça, foram divulgados documentos da Polícia Federal que detalham a evolução das apurações. Entre eles está o registro de 74 ligações entre Wagner e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master, além da intimação para que o senador preste depoimento à Polícia Federal.

A defesa do parlamentar nega qualquer irregularidade e afirma que Wagner demonstrará a legalidade de sua conduta ao longo das investigações.

Veja mais no portal
cadastre-se, comente, saiba mais

Notícias Mais Lidas

Artigos Mais Lidos