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Advogado aciona Conselho de Ética contra Flávio por usar IA de Bolsonaro

Fábio de Oliveira Ribeiro argumenta que o senador teria violado deveres previstos no Código de Ética da Casa.

4/8/2026
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O advogado Fábio de Oliveira Ribeiro protocolou uma petição (11/2026) dirigida ao Conselho de Ética do Senado em que pede a abertura de uma investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por sua conduta durante a convenção do PL realizada no último dia 25.

Segundo ele, o parlamentar teria violado deveres previstos no Código de Ética da Casa ao utilizar um vídeo de Jair Bolsonaro, produzido com inteligência artificial, e ao permitir ou não se opor às manifestações de Javier Milei e Benjamin Netanyahu durante o evento.

Ribeiro argumenta que o conteúdo apresentado no encontro partidário teria atingido autoridades e instituições brasileiras e pede que o Senado examine se houve comportamento incompatível com os deveres do mandato parlamentar.

Advogado quer que Conselho de Ética apure conduta de Flávio.Thenews2/Folhapress

A representação destaca três deveres atribuídos aos senadores:

  • Promover a defesa dos interesses populares e nacionais;
  • Zelar pelo aprimoramento da ordem constitucional e legal do país, especialmente das instituições democráticas e representativas; e
  • Exercer o mandato com dignidade, respeito à coisa pública e à vontade popular.

Na avaliação do autor, a conduta de Flávio Bolsonaro durante a convenção teria violado esses três pontos. "Durante a referida convenção é evidente que o senador Flávio Nantes Bolsonaro violou os três primeiros incisos do dispositivo acima transcrito", afirma na petição.

Convenção

A convenção nacional do PL oficializou o senador Flávio Bolsonaro como candidato do partido à Presidência da República. O evento reuniu lideranças da legenda, aliados políticos e representantes da direita.

O presidente da Argentina, Javier Milei, se referiu ao presidente Lula como "presidiário" e chamou Alexandre de Moraes de "lixo careca".

Já a participação de Bolsonaro ocorreu por meio de um vídeo produzido com inteligência artificial que reproduziu a imagem e a voz do ex-presidente. A abordagem repercutiu porque, além da possível caracterização como deepfake, Bolsonaro está proibido de se comunicar com o público.

Caberá ao Senado decidir se o pedido será recebido e se existem elementos para uma apuração. Se for aceita, a representação deve ser analisada pelo Conselho de Ética.

Leia a íntegra da petição.

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