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FORA DO GABINETE
17/9/2026 | Atualizado às 12:15
Depois de 11 anos de mandato só no Senado Federal, eu poderia escolher uma pilha de números para mostrar o que fiz pelo Estado do Rio de Janeiro. São mais de 500 projetos apresentados, 32 leis aprovadas, já em vigor, centenas de milhões em recursos destinados, presença em votações e participação em discussões importantes para o país. Tudo isso importa, claro. Mas aprendi que o resultado não se mede apenas com o trabalho feito em Brasília. É preciso sair do gabinete, visitar cidades e olhar no olho das pessoas que estão na ponta, onde vidas são transformadas.
Foi com esse objetivo que criei o Gabinete de Rua, assim que tomei posse no Senado. Desde o início do mandato, tenho percorrido os 92 municípios do Estado. Nesse último mês, passei por Armação dos Búzios, Campos dos Goytacazes, Cantagalo, Itaperuna, Macaé, Natividade, São Pedro da Aldeia, São Sebastião do Alto, Teresópolis, Petrópolis, Trajano de Moraes, dentre tantos outros.
Nesta semana, visitei Paraíba do Sul, Barra Mansa, Barra do Piraí, Porto Real e Resende. Faço questão de prestar contas do meu trabalho, conversar com a população e ouvir as demandas dos municípios. Porque não adianta o parlamentar dizer que conhece os problemas de uma cidade sem estar nela, sem ouvir os principais interessados. Tenho orgulho de ser um senador municipalista.
A visita que fizemos ontem (15) e hoje (16) a Barra Mansa, teve um significado muito especial. Eu destinei mais de R$ 50 milhões em emendas para a saúde do município, com recursos para o Fundo Municipal de Saúde e para a Santa Casa de Misericórdia. Foram R$ 25 milhões para custeio da saúde, além de R$ 13,26 milhões e R$ 10,18 milhões destinados à Santa Casa, entre outros recursos para custeio e aquisição de equipamentos hospitalares.
Número grande assim pode até chamar atenção. Mas o que realmente importa é entender o que existe por trás desses recursos.
Por isso fiz questão de visitar a Santa Casa de Misericórdia de Barra Mansa. Fui recebido pelo secretário municipal de Saúde, Dr. Sérgio Gomes, pelo provedor, Édson Pimentel, e pelo diretor da Santa Casa, Fernando Moreira. Hoje, a instituição atende pelo SUS pacientes de 27 municípios da região e é referência em áreas como oncologia, traumatologia e cardiologia.
É quando a gente entra em uma unidade de saúde, e conhece o trabalho realizado ali, que uma emenda deixa de ser apenas um número numa planilha. Estamos falando de atendimento humanizado, equipamentos modernos, tratamentos de ponta e, do principal, de gente que depende do SUS.
Também conversei com o prefeito Luiz Antônio Furlani e com os vereadores Deco, Rayane Braga, Bruno Oliveira, Júnior da Van, Gustavo Gomes, Eduardo Pimentel, Casé e Klevis. Mais importante do que apresentar o que já fizemos foi perguntar: o que ainda precisa ser feito?
Essa pergunta tem guiado as minhas visitas e a minha atuação parlamentar.
Em Barra do Piraí, percorri a cidade ao lado da prefeita Kátia Miki e dos deputados Aureo Ribeiro, Gustavo Tutuca e Munir Neto. Ali, destinei R$ 600 mil para áreas essenciais: R$ 300 mil para a saúde, R$ 200 mil para a Pestalozzi e R$ 100 mil para a APAE.
Quem me conhece sabe que tenho uma ligação muito forte com a defesa das pessoas com deficiência e sei a diferença que instituições como APAE e Pestalozzi fazem na vida das pessoas e de suas famílias. Por isso, para mim, apoiar esse trabalho nunca será apenas um número do Orçamento.
A caminhada desta semana começou por Paraíba do Sul. Lá, são mais de R$ 10,6 milhões em recursos destinados para saúde, assistência social e obras no município. Estive com o prefeito Júlio Canelinha e o vereador Walace Canelinha, e mais uma vez, o principal objetivo foi estar perto dos moradores, conversar, ouvir e olhar no olho.
Levei comigo para essas cidades uma revista de prestação de contas dos meus 11 anos de mandato, que completei este ano. Como vocês sabem, 11 é o meu número de sorte e esse também é o número do meu gabinete no Senado. Tenho muito orgulho do que construí até aqui, na minha vida política. Mas não quero que essa prestação de contas seja uma conversa de mão única. Quero mostrar o que fiz e ouvir o que ainda precisa ser feito.
Talvez essa seja a maior razão do Gabinete de Rua. Brasília é onde voto em projetos, apresento propostas legislativas e destino recursos. Mas é nas cidades que esses recursos precisam fazer diferença. É aqui que eu consigo saber se o trabalho que fazemos no Senado está chegando à vida das pessoas.
Ainda tenho muito chão pela frente. E vou continuar percorrendo o Rio de Janeiro, cidade por cidade, ouvindo, prestando contas e buscando maneiras de ajudar. Amanhã vou visitar Volta Redonda, Rio Claro e Angra dos Reis, fechando três regiões do Estado: Sul Fluminense, Médio Paraíba e Costa Verde.
Depois de tantos anos na política, continuo acreditando em uma coisa muito simples, mas que faz toda diferença no meu dia a dia: mandato bom não é aquele que fica só fechado no gabinete. É aquele que vai até as pessoas. É pé no chão e muita disposição. E isso eu tenho de sobra!
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