O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (4) que, se eleito, garantirá o fornecimento de vacinas à população em futuras emergências sanitárias.
A declaração foi feita durante sabatina com candidatos ao Palácio do Planalto, ao responder perguntas sobre a condução da pandemia de covid-19 pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo o parlamentar, o acesso aos imunizantes será assegurado independentemente do cenário sanitário.
"O que posso garantir a todos os brasileiros é que não vai faltar vacina para ninguém, não apenas em relação a uma pandemia, como foi no passado. Garantir vacina para todos é uma forma de prevenção."
Flávio também disse que pretende dar atenção especial à área da saúde e defendeu o uso de tecnologia e inteligência artificial para integrar os sistemas público e privado.
Defesa da atuação de Bolsonaro
Durante a entrevista, o senador voltou a defender a condução da pandemia pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, o pai cumpriu seu papel ao disponibilizar vacinas para quem desejasse se imunizar.
Flávio afirmou ainda que Jair Bolsonaro recebeu todas as vacinas previstas no calendário, com exceção do imunizante contra a covid-19. Disse também que tomou a vacina e que suas filhas e os demais integrantes da família estão com a imunização em dia.
"O presidente Bolsonaro tomou todas as vacinas, exceto a da covid. Eu tomei essa vacina, tomei todas as vacinas, minhas filhas são vacinadas e minha família é toda vacinada."
O candidato afirmou que, durante a pandemia, aconselhou o pai a manter sua posição, garantir vacinas aos brasileiros que desejassem se imunizar e "deixar a história mostrar quem tinha razão".
Audiência nos EUA reacende debate sobre a pandemia
A condução da pandemia de covid-19 voltou ao centro do debate político nos Estados Unidos com a audiência do imunologista Anthony Fauci na Comissão de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado.
Ex-diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), Fauci foi o principal assessor do governo americano na resposta à crise sanitária.
Convocado por parlamentares republicanos, o médico foi questionado sobre o financiamento de pesquisas com coronavírus, a cooperação científica entre os Estados Unidos e laboratórios chineses, a hipótese de que o vírus tenha escapado de um laboratório em Wuhan e as recomendações adotadas pelas autoridades de saúde durante a pandemia.
Durante o depoimento, Fauci invocou repetidamente a Quinta Emenda da Constituição dos Estados Unidos e se recusou a responder a diversas perguntas, alegando o direito de não produzir provas contra si.
A audiência faz parte de uma série de investigações conduzidas pela maioria republicana no Senado, que busca revisar a atuação das autoridades de saúde e esclarecer decisões tomadas durante a emergência sanitária.
Fauci, por sua vez, nega irregularidades e afirma que as acusações têm motivação política.