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Quem é Eduardo Girão, senador anunciado para vice de Romeu Zema

De empresário a político e até presidente de clube esportivo, Girão passa a integrar a chapa "puro-sangue" do partido Novo.

4/8/2026
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Até ontem pré-candidato ao governo do Ceará, a trajetória política do senador Eduardo Girão (Novo) ganhou um novo capítulo ao ser anunciado nesta terça-feira (4) para integrar a chapa "puro-sangue" de Romeu Zema.

Antes de ingressar na política institucional, Girão atuou como empresário e participou de iniciativas ligadas ao terceiro setor. Ele se destacou em movimentos da sociedade civil voltados ao combate à corrupção e à promoção da ética na política.

O senador esteve envolvido em movimentos que ganharam força durante a crise política da década passada, especialmente em pautas relacionadas à transparência e moralidade pública.

Senador Eduardo Girão, pré-candidato a vice do Zema.Jefferson Rudy/Agência Senado

Natural de Fortaleza, capital cearense, Girão disputou um cargo eletivo pela primeira vez em 2018. Ele foi eleito senador da República pelo Pros, em uma campanha marcada pelo discurso anticorrupção.

Após assumir o mandato, Girão passou pelo Podemos antes de se filiar ao Novo, em 2023, tornando-se o primeiro e único senador da legenda.

Em 2024, disputou as eleições municipais como candidato à Prefeitura de Fortaleza, mas não foi eleito. Na ocasião, o senador recebeu pouco menos de 15 mil votos, o correspondente a 1,06% dos eleitores.

Com discursos críticos ao STF, em especial ao ministro Alexandre de Moraes, e oposição aberta ao governo, Girão alinha-se às ideias do chamado "Brasil sem intocáveis", plano de governo apresentado por Zema.

Religião e incentivo à cultura

Quando ainda era empresário nos setores de hotelaria, transporte de valores e segurança privada, em 2004, Girão fundou a organização sem fins lucrativos Associação Estação da Luz, que financiou produções cinematográficas sobre Chico Xavier, principal médium brasileiro.

Na área esportiva, foi presidente do Fortaleza Esporte Clube por cerca de cinco meses, em 2017. O senador tomou posse em junho e renunciou ao cargo em novembro, sob o argumento de que sentia saudades da família.

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