O Mobiliza decidiu não lançar o ex-deputado Cabo Daciolo à Presidência da República nas eleições deste ano. Filiado à sigla desde abril, o ex-parlamentar chegou a aparecer em pesquisas de intenção de voto com cerca de 1%. A decisão foi tomada pelo presidente nacional do partido, Antonio Carlos Massarollo, que optou por manter a legenda fora de qualquer coligação ao Palácio do Planalto.
Após a definição, Daciolo reagiu nas redes sociais com a publicação de um trecho bíblico direcionado aos apoiadores. "Eu sei o que vocês estão fazendo. Sei que têm pouca força. Vocês têm seguido os meus ensinamentos e têm sido fiéis a mim. Eu abri diante de vocês uma porta que ninguém pode fechar", escreveu, parafraseando o livro do Apocalipse.
Nos dias que antecederam a decisão, o ex-deputado já havia alertado seus seguidores sobre as dificuldades para viabilizar a candidatura. No domingo (2), pediu "orações" para que Massarollo mantivesse seu nome na corrida presidencial e atribuiu a resistência à atuação dos principais grupos políticos do país.
"Estamos incomodando Lula e estamos incomodando o Flávio Bolsonaro. Então, estamos incomodando diretamente o PT e o PL. Eles estão tentando parar a nossa candidatura", declarou em vídeo.
Eleito deputado federal pelo Psol em 2014, Daciolo foi expulso da legenda no ano seguinte. Depois, passou pelo Avante e pelo extinto Patriota, partido pelo qual disputou a Presidência da República em 2018. Na campanha, ganhou projeção nacional pelos discursos de tom ultranacionalista, encerrados com a expressão "glória a Deus".
Em 2022, já sem mandato, filiou-se ao PDT e declarou apoio à candidatura de Ciro Gomes, a quem definiu como "nacionalista de esquerda". Naquele ano, concorreu ao Senado pelo Rio de Janeiro e terminou em quinto lugar, com 3,49% dos votos válidos. Em 2024, ingressou no Republicanos, legenda que deixou durante a janela partidária deste ano para se filiar ao Mobiliza.