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Câmara homenageia Dia da Advocacia e destaca papel da profissão

Homenagem ressaltou a atuação da advocacia na garantia de direitos e ações da OAB voltadas a grupos vulneráveis.

12/8/2026
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O papel da advocacia na promoção do acesso à Justiça e na defesa de direitos foi destacado pela deputada federal Soraya Santos (PL-RJ) durante pronunciamento no Plenário da Câmara dos Deputados, na última terça-feira, data em que é celebrado o Dia da Advocacia.

A parlamentar afirmou que a profissão exerce papel que vai além da interpretação das normas e deve considerar as diferentes realidades sociais enfrentadas pela população. Como exemplo, Soraya Santos citou as desigualdades no acesso a direitos por pessoas com deficiência.

"A lei, por exemplo, poderia ser igual quando se fala de inclusão, mas um cadeirante do Leblon não é igual ao cadeirante da Rocinha."

Dia da Advocacia é celebrado com homenagem na Câmara.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Durante o discurso, a deputada também parabenizou o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, por iniciativas voltadas à ampliação da assistência jurídica para pessoas em situação de vulnerabilidade.

Entre as ações mencionadas por Soraya estão medidas destinadas a vítimas de violência, filhos de vítimas de feminicídio, idosos e casos de pedofilia. A parlamentar também citou a previsão de uma tabela social para a atuação de advogados nesses atendimentos.

Segundo Soraya, a advocacia tem papel fundamental na identificação das demandas da sociedade e na busca por soluções jurídicas para situações de injustiça.

"Os operadores do Direito, mas, acima de tudo, os advogados, são aqueles que escutam a dor da sociedade e operacionalizam, lutam para que sejam preenchidas essas brechas."

Ao encerrar a fala, a deputada reforçou a função da Justiça na reparação de violações de direitos. "A Justiça não foi feita para fazer justiça. A Justiça foi feita para reparar a injustiça", afirmou.

Mulheres advogadas

Soraya Santos também destacou avanços legislativos relacionados à proteção das mulheres que exercem a advocacia, com ênfase nas medidas destinadas a conciliar a atividade profissional com a maternidade.

Entre os exemplos citados está a chamada Lei Júlia Matos, que estabeleceu a suspensão de prazos processuais para advogadas que se tornam mães.

A parlamentar relembrou ainda o episódio envolvendo a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Daniela Teixeira, quando ela ainda atuava como advogada e esteve no Congresso Nacional durante a gestação. Para Soraya, situações como essa contribuíram para evidenciar a necessidade de garantir condições adequadas para que mulheres possam exercer a profissão durante a maternidade.

"Então, hoje, quando uma mulher advogada tem filhos, nós suspendemos por 30 dias o processo."
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