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Maioria do eleitorado, mulheres representam 34,8% das candidaturas

Participação feminina cresce ligeiramente em relação a 2022, mas recua nas disputas à Presidência, aos governos estaduais e ao Senado.

17/8/2026
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Maioria entre os eleitores brasileiros, as mulheres representam 34,8% das candidaturas registradas para as eleições de 2026, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizados nesse domingo (16). Dos 20.501 registros, 7.138 são de mulheres e 13.363, de homens. A participação feminina aumentou em relação a 2022, quando era de 33,8%, mas segue distante do peso das mulheres no eleitorado. Elas são 83,9 milhões dos 158,7 milhões de eleitores aptos a votar neste ano, ou 52,8% do total.

O crescimento no conjunto das candidaturas, porém, não se repetiu nas principais disputas majoritárias. A presença feminina caiu nas candidaturas à Presidência, aos governos estaduais e ao Senado e avançou principalmente nas eleições proporcionais e nas vagas de vice-governador. s números ainda podem mudar durante o processamento dos registros pela Justiça Eleitoral e em razão de eventuais substituições de candidatos.

Presença feminina ainda está aquém da masculina na disputa eleitoral.Arte Congresso em Foco

Participação cai pela metade na disputa presidencial

Das 13 candidaturas à Presidência, apenas duas são de mulheres: Samara Martins, da UP, e Clariana Barão, do DC. Elas representam 15,4% dos concorrentes.

Em 2022, quatro dos 13 candidatos eram mulheres, ou 30,8%. A proporção, portanto, caiu pela metade em quatro anos.

Para os governos estaduais, são 32 mulheres entre 195 candidatos, ou 16,4%, ante 17% em 2022. No Senado, elas representam 21,9% dos registros, contra 23,9% há quatro anos.

A presença feminina é maior nas vagas de vice. Cinco dos 13 candidatos a vice-presidente são mulheres, ou 38,5%. Para vice-governador, elas chegam a 42,9%, maior proporção entre os cargos em disputa.

Crescimento ocorre nas disputas proporcionais

Mulheres ocupam 6.746 das 19.127 candidaturas a deputado federal, estadual ou distrital, o equivalente a 35,3%, ante 34,1% em 2022.

A participação aumentou nos três cargos: de 35% para 36,5% entre candidatos a deputado federal; de 33,5% para 34,4% para deputado estadual; e de 34,8% para 35,5% para deputado distrital.

Ainda assim, os homens representam quase dois terços dessas candidaturas.

Presença é maior entre pretos e indígenas

Entre as candidaturas de pessoas pretas, 44,2% são de mulheres. Entre indígenas, a proporção é de 44%. O percentual cai para 39,3% entre amarelos, 33,6% entre pardos e 32,9% entre brancos.

Entre as candidatas, 45,9% são brancas, 35% pardas, 17,3% pretas, 1,2% indígenas e 0,6% amarelas. Pretas e pardas, somadas, representam 52,3% das candidaturas femininas.

Só um partido tem maioria de mulheres

As mulheres são minoria em 29 dos 30 partidos que participam das eleições. A exceção é a UP, onde representam 53,2% dos registros. A legenda também foi a única com maioria feminina em 2022.

Em números absolutos, o PL tem a maior quantidade de candidatas: 536, ou 33% dos registros da sigla. Depois aparecem MDB, com 488; Republicanos, com 429; Podemos, com 423; Novo, com 420; e PT, com 402.

Entre os partidos com maior participação proporcional de mulheres estão PCdoB, com 44,5%; Cidadania, com 42,5%; PSTU, com 40,5%; e PSOL, com 40%.

Nas candidaturas a deputado federal, estadual e distrital, todos os partidos que apresentaram nomes superam 30% de mulheres. A participação varia de 32,3%, no DC, a 48,8%, na UP.

A legislação eleitoral estabelece que, nas eleições proporcionais, partidos e federações devem observar o mínimo de 30% e o máximo de 70% de candidaturas de cada gênero. Neste ano, as mulheres representam 35,3% dos registros para deputado federal, estadual e distrital — 5,3 pontos percentuais acima do piso previsto em lei.

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