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Deputada pede inclusão de medicamento para câncer de mama no SUS

Succinato de ribociclibe é indicado em caso de linfonodo positivo e com alto risco de recorrência.

22/8/2026
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A deputada federal Rosana Valle (PL-SP) pediu ao Ministério da Saúde a incorporação do succinato de ribociclibe ao Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento adjuvante de pacientes adultas com câncer de mama inicial.

O pedido foi formalizado por meio da Indicação 1.534/2026, apresentada durante a discussão aberta pela Consulta Pública 61/2026 da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

O pedido de Rosana Valle é direcionado especificamente ao uso do ribociclibe como tratamento adjuvante para pacientes adultas com câncer de mama inicial RH+/HER2-, linfonodo positivo e com alto risco de recorrência.

A indicação parlamentar destaca que o subtipo de câncer de mama caracterizado por receptores hormonais positivos e HER2 negativo corresponde a aproximadamente 70% dos casos. Apesar de geralmente apresentar evolução mais favorável, existe a possibilidade de retorno da doença mesmo anos depois do tratamento inicial, sobretudo entre pacientes classificadas como de maior risco.

Indicação pede incorporação de novo medicamento no SUS.Magnific

A iniciativa busca ampliar as alternativas terapêuticas oferecidas pela rede pública às mulheres que, mesmo depois das etapas iniciais do tratamento, continuam sob maior risco de retorno da doença. No documento encaminhado ao governo, Rosana sustenta que a disponibilização do medicamento permitiria aos profissionais de saúde avaliar uma opção adicional conforme as condições clínicas de cada paciente.

A discussão ocorre diante da dimensão do câncer de mama no país. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) citados pela parlamentar estimam 78.610 novos casos por ano entre 2026 e 2028, o equivalente a um risco estimado de 71,57 casos a cada 100 mil mulheres.

"No Brasil, tratamento moderno é privilégio de quem pode pagar. Isso precisa mudar. Uma mulher que já enfrentou o câncer não pode continuar convivendo com o medo de a doença voltar, sem ter acesso às alternativas que a Medicina já oferece."

Leia a íntegra.

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