O Palácio do Planalto recebeu, na segunda-feira (31), representantes de fandoms de artistas como Taylor Swift, BTS, Harry Styles, Lady Gaga, Ariana Grande e Justin Bieber.
As comunidades de fãs participaram da cerimônia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto com novas regras para a venda e a revenda de ingressos de shows e outros eventos culturais.
A medida busca combater o chamado cambismo digital e ampliar a transparência para consumidores, especialmente em eventos de alta procura. Entre as novas obrigações estão mecanismos para impedir compras massivas ou especulativas e o uso de sistemas automatizados para adquirir grandes quantidades de ingressos.
A construção das novas regras contou com a participação de comunidades de fãs, que levaram ao governo reclamações recorrentes sobre dificuldades enfrentadas na compra de ingressos, como filas virtuais, ação de cambistas, taxas e falta de transparência nas plataformas.
Durante a cerimônia, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, agradeceu a participação dos fãs e citou uma sequência de artistas representados no evento.
"Vou citar aqui o fandom do BTS, que está aqui, do Blackpink, do Stray Kids, Jonas Brothers, Demi Lovato, Shawn Mendes, Ariana Grande, Katy Perry, Dua Lipa, Olivia Rodrigo, Louis Tomlinson, o fandom do Justin Bieber, Harry Styles, Taylor Swift e da Lady Gaga."
A fala viralizou nas redes sociais. Ao responder a uma publicação que dizia nunca ter imaginado ouvir aquela sequência de nomes na política brasileira, Boulos escreveu: "Esse dia chegou…".
Fandoms cobraram mudanças na venda de ingressos
A presença dos fãs no Planalto ocorre após uma mobilização de diferentes fandoms por mudanças nas regras de comercialização de ingressos. As comunidades passaram a cobrar medidas para reduzir a atuação de cambistas, dificultar compras automatizadas e aumentar a transparência dos sistemas utilizados em shows muito disputados.
O decreto assinado por Lula determina que as bilheterias oficiais adotem mecanismos para impedir compras massivas, abusivas ou especulativas. Os ingressos também deverão ter recursos que permitam sua individualização, autenticidade e rastreabilidade.
Nos eventos de alta demanda, poderão ser adotados sistemas de pré-cadastro, limites de ingressos por consumidor e filas virtuais. Nesse último caso, o comprador deverá ter acesso a informações como sua posição na fila, a quantidade estimada de pessoas à frente e o tempo aproximado até chegar à etapa de compra.
Durante a pré-compra, o ingresso deverá permanecer reservado pelo tempo necessário para a conclusão da operação, sem alteração do preço nesse intervalo. Os dados sobre as vendas também deverão ser armazenados por pelo menos dois anos para possibilitar auditorias.