Em meio à campanha pela Presidência da República, o senador e candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro mantém uma função estratégica no Congresso Nacional: a presidência da Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado.
Nesta terça-feira (1º), o parlamentar voltou a conduzir os trabalhos do colegiado, conciliando a disputa eleitoral com a análise de propostas diretamente relacionadas a um dos principais temas de sua trajetória política e de sua campanha: a segurança pública.
Além de presidir a CSP, o senador também leu pareceres de sua autoria sobre cinco projetos examinados pelo colegiado, entre eles propostas para ampliar a proteção penal de policiais e outros agentes e para permitir o porte de arma a mulheres sob medida protetiva.
Entre aliados
A condução dos trabalhos também produziu um momento descontraído durante a reunião. Ao deixar temporariamente a presidência para realizar a leitura de relatórios, Flávio passou o comando dos trabalhos a outro senador, o que provocou uma brincadeira do senador Esperidião Amin (PP-SC) sobre as sucessivas trocas na cadeira.
"Aliás, o senhor, como intransigente defensor da queda do monopólio, nesse caso aí escorregou, né?", disse Amin. Em seguida, ao assumir a condução, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), vice de Jair Bolsonaro entre 2019 e 2022, brincou com situações anteriores envolvendo integrantes da família Bolsonaro.
"Na realidade, senador Amin, o meu destino é sempre receber a presidência de um Bolsonaro, né? Ocorreu isso várias vezes no passado."
Amin ainda completou a brincadeira: "No caso dos dois, um é não reincidente, o outro é reincidente. São bem-vindos".