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Flávio na Paulista: "quem vota em Lula está votando em Moraes"

Em ato na Avenida Paulista, candidato do PL associa o presidente ao ministro do STF, chama Moraes de "laranja podre" e diz que ele "vai cair".

7/9/2026
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O candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) colocou o STF no centro de seu discurso neste 7 de Setembro, durante ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo. Diante de apoiadores, chamou Alexandre de Moraes de "laranja podre", afirmou que o ministro "vai cair" e prometeu indicar cinco integrantes da Corte caso seja eleito.

Flávio concentrou os ataques em Moraes, mas procurou preservar a instituição. "Nós temos que proteger o STF de Alexandre de Moraes. Aquela laranja podre não pode contaminar toda a Corto não é Alexandre de Moraes. A magistratura não é Alexandre de Moraes."

O candidato disse que pretende "resgatar a credibilidade" do Supremo e afirmou que buscará indicar homens e mulheres contrários ao aborto, às drogas e ao que chama de "ideologia de gênero nas escolas", além de pessoas que "respeitem a Constituição" e não persigam adversários políticos.

"Consórcio de Lula com Moraes"

Lula e Moraes foram os principais alvos do discurso. Logo no início, Flávio puxou gritos de "Fora Lula" e "Fora Moraes" e acusou o presidente de usar instituições para perseguir Jair Bolsonaro e seus aliados.

Sem apresentar provas, disse que ministros do Supremo indicados por Lula, o procurador-geral da República e a direção da Polícia Federal atuariam com essa finalidade. Também acusou a PF de proteger Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

"Quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes", declarou. Na sequência, disse que não permitirá que o presidente indique "mais quatro Alexandres de Moraes" para o STF e prometeu acabar com o que chamou de "consórcio de Lula com Moraes" caso vença a eleição.

"Terceira facada"

Ao falar do pai, Flávio comparou a condenação de Jair Bolsonaro à facada sofrida pelo ex-presidente durante a campanha de 2018. Chamou o 8 de Janeiro de "farsa" e disse que a condenação do pai por crimes que, segundo ele, não cometeu representou uma "segunda facada".

Na sequência, afirmou, sem apresentar evidências, que seus adversários tentarão uma "terceira facada" contra ele e seus aliados por meio de interferência nas eleições.

"E vão tentar uma terceira facada, não só em mim, mas também nos meus aliados. [...] Não vai adiantar nada, porque eu estou aqui de peito aberto e nós juntos somos muito mais fortes do que eles", disse.

Flávio também afirmou fazer campanha com colete à prova de balas por temer atentados. "Eu faço campanha de colete à prova de bala. Eu coloco meu peito na frente do povo brasileiro", declarou.

"Guerra" contra facções

Na apresentação de propostas, a segurança pública ganhou destaque. Flávio prometeu classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas e disse que seus integrantes serão presos ou "neutralizados" pelas forças policiais.

"A partir de janeiro do ano que vem, eu vou declarar guerra aos narcoterroristas desse país", afirmou.

Flávio Bolsonaro e a esposa, Fernanda, durante ato na Avenida Paulista neste 7 de Setembro.Thiago Miyashiro/Pera Photo Press/Folhapress

O candidato também defendeu redução da maioridade penal, castração química para estupradores e abusadores e pena mínima de oito anos para furto de celular. Disse ainda que presos deverão trabalhar para custear suas despesas no sistema penitenciário.

"O Flávio é radical? Nessas pautas eu vou ser radical. Não gostou? Vota nessa porcaria que está aí e continue reclamando", declarou.

Flávio também prometeu cortar impostos, ampliar o acesso a creches e combater a violência contra a mulher. Na saúde, falou em levar ao SUS práticas adotadas pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Na educação, defendeu maior qualificação profissional dos jovens e disse que alunos devem ser "estudantes e não militantes".

"Libertador da pátria"

A menos de um mês do primeiro turno, Flávio pediu uma vitória em 4 de outubro e apresentou sua candidatura como continuidade do projeto político do pai.

"Eu quero ser o libertador da pátria", afirmou. Também definiu sua candidatura como "de protesto" e disse que, se eleito, governará para todos os brasileiros.

No encerramento, afirmou esperar subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado de Jair Bolsonaro e receber dele a faixa presidencial.

"Eu peço a Deus a oportunidade de subir a rampa no ano que vem do Palácio do Planalto junto com o presidente Jair Messias Bolsonaro, para que ele coloque essa faixa no meu peito", disse.

Aliados também miram Moraes

Outros participantes do ato também fizeram críticas a Moraes e manifestações de apoio a André Mendonça. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que "ninguém está acima da lei e da Constituição" e cobrou uma resposta institucional do STF às revelações envolvendo Moraes. O pastor Silas Malafaia pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, o afastamento do ministro. Um boneco inflável de Mendonça foi levado à Paulista em homenagem ao magistrado.

Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a classificar como "pastel de vento" os áudios de suas conversas com Daniel Vorcaro e disse que "o lugar de Alexandre de Moraes é na cadeia". Já o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que Jair Bolsonaro estará livre no dia seguinte à posse de Flávio caso o candidato vença a eleição e que, em caso de derrota, o ex-presidente continuará preso.

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