O senador Flávio Bolsonaro (RJ), candidato do PL à presidência da República, refez nesta quarta-feira (9), durante ato de campanha junto a apoiadores na cidade de Juiz de Fora (MG), o percurso atravessado por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no dia em que recebeu uma facada durante as eleições de 2018.
Flávio utilizou uma camisa igual à que foi utilizada pelo pai no dia do atentado, com a frase "meu partido é o Brasil", e atravessou a rua carregado nos ombros de um apoiador. Na travessia, vestiu um colete balístico debaixo da roupa.
Veja o momento:
Atentado de 2018
Jair Bolsonaro foi esfaqueado no abdômen em 6 de setembro de 2018, quando era candidato do PSL à presidência da República e participava de um ato de campanha no centro de Juiz de Fora. O ataque ocorreu enquanto ele era carregado por apoiadores. Adélio Bispo de Oliveira foi detido logo após o atentado e identificado como autor do golpe.
Bolsonaro foi levado à Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, onde passou por uma cirurgia de emergência, e depois transferido para o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Ele permaneceu internado por três semanas e ficou afastado dos atos de rua durante parte da campanha, passando a concentrar sua comunicação nas redes sociais. Bolsonaro venceu a eleição presidencial no mês seguinte.
Em 2019, a Justiça Federal considerou Adélio inimputável após perícia apontar transtorno delirante persistente. Ele recebeu uma absolvição imprópria, decisão aplicada quando o autor do crime não pode ser responsabilizado penalmente por sua condição mental, e foi submetido a medida de segurança de internação por prazo indeterminado.
A Polícia Federal abriu diferentes frentes de investigação para apurar a possível participação de terceiros e a existência de mandantes. As apurações concluíram que Adélio agiu sozinho. Em 2024, após novas diligências, a corporação voltou a afirmar que não encontrou participação de outras pessoas no atentado e pediu o arquivamento do inquérito.
Jair Bolsonaro e seus familiares nunca aceitaram o resultado da investigação da PF, e desde então sustentam que o assassinato teria sido encomendado. A versão de que existiria um mandante político no atentado é reforçada no roteiro do filme Dark Horse, produzido por aliados do ex-presidente com supervisão dos filhos, previsto para lançamento após as eleições.